APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2026

⚡ Esquenta 10.10! Revista impressa com o MENOR PREÇO DO ANO! 🤑 Assine agora!
Imagem Blog

Por Trás dos Números

Por Renato Meirelles Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Renato Meirelles é pai da Helena, acredita que a Terra é redonda, está à frente do Instituto Locomotiva e, neste espaço, interpreta os números muito além da planilha Excel

Brasil 2026: Menos promessas ao país, mais compromissos

Pesquisa mostra confiança na vida pessoal e visão mais moderada sobre o futuro do país

Por Renato Meirelles Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 jan 2026, 16h03 | Atualizado em 7 jan 2026, 16h25
Brasil 2026: Menos promessas ao país, mais compromissos Priorize VEJA no Google

Toda virada de ano carrega um simbolismo poderoso para os brasileiros. Não se trata apenas da troca do calendário, mas de um momento de reorganização emocional, revisão de expectativas e tentativa de retomada do controle da própria vida. Os dados da pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro, revelam que o brasileiro segue otimista — ainda que esse otimismo apresente diferenças, limites e contradições.

Cerca de 83% dos brasileiros acreditam que 2026 será melhor do que 2025. São 135 milhões de pessoas que projetam melhora para o próximo ano, número superior ao registrado no período anterior. Em 2024, 79% dos brasileiros avaliavam que 2025 seria melhor. Mais de 80% das pessoas acreditam que sua vida pessoal vai melhorar em 2026. As mulheres e os jovens lideram esse sentimento, apostando em avanços na vida financeira, na saúde, no trabalho, na família e até na aparência física.

Ao observar o recorte político, o levantamento mostra que pessoas que se identificam com posições de esquerda demonstram expectativas mais positivas em relação à economia, aos serviços públicos e à atuação do governo. Entre os que se dizem de direita, o olhar é diferente, especialmente quando o assunto é o futuro do país. Essa distinção evidencia como o posicionamento político influencia diretamente a forma como os brasileiros projetam o futuro do país. O alinhamento político afeta o grau de otimismo em relação às demandas sociais. Esse recorte ajuda a compreender que as expectativas não se constroem de forma racional, sendo fortemente influenciadas por percepções subjetivas.

Para o ano que se inicia, mais da metade da população pretende fazer alguma promessa ou resolução, movimento que combina pragmatismo e autocuidado. A saúde lidera com folga as prioridades. Para muitos dos entrevistados, mudar hábitos e cuidar do corpo é a principal meta. O desejo de consumo aparece em segundo plano, seguido pela intenção de dedicar mais tempo à família e investir em estudos ou cursos. Planos como abrir um negócio, mudar de emprego ou iniciar um relacionamento também aparecem, mas com menor peso.

Continua após a publicidade

A preocupação financeira atravessa todas as faixas de renda. Nove em cada dez brasileiros afirmam que pretendem guardar dinheiro ou fazer poupança em 2026, índice elevado tanto entre os mais ricos quanto entre os mais pobres. O dado sugere menos espaço para impulsos e mais foco em controle, planejamento e segurança. Melhorar a aparência, estudar, mudar de trabalho ou de casa são projetos que aparecem com frequência, assim como decisões de mudança de alimentação e atividade física, com destaque entre os mais jovens.

O otimismo cresce quando o olhar se volta para a vida pessoal. Muitos brasileiros acreditam que sua situação individual vai melhorar em 2026, percepção mais forte entre mulheres e jovens. A expectativa positiva se espalha por diferentes dimensões, como finanças, saúde, vida familiar e carreira. O contraste surge quando a avaliação recai sobre o país.

Continua após a publicidade

Um dado muito simbólico da pesquisa é justamente esse descompasso. O brasileiro confia menos no país como projeto coletivo, mas aposta fortemente na própria capacidade de mudança. Menos da metade acredita em melhora do Brasil no próximo ano, enquanto uma parcela significativa prevê estagnação ou piora.

Essa diferença entre esperança individual e ceticismo coletivo ajuda a explicar o protagonismo atribuído ao esforço pessoal. Mais da metade dos brasileiros se vê como o principal agente da própria transformação. O protagonismo está no indivíduo, na família, na fé e nas escolhas do dia a dia, enquanto o poder público ocupa papel secundário.

Continua após a publicidade

No fim das contas, o Brasil que surge desses dados não é um país ingênuo nem totalmente descrente. É um país pragmático que aprendeu a reduzir expectativas coletivas, mas que não abriu mão de melhorar o próprio caminho. Um país que aposta menos em grandes promessas e mais em pequenos avanços possíveis.

Talvez, esse seja o maior sinal de maturidade social que conseguimos construir nos últimos anos. O otimismo não desapareceu, ele apenas mudou de lugar.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA ESPECIAL ELEIÇÕES

Digital Eleições

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês*
ECONOMIZE R$ 325 - 45% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).