Resumos de IA no Google influenciam 45% dos consumidores, diz pesquisa
De olho na Black Friday, levantamento da LWSA mostra também que 13% dos clientes começam procura por produtos em chatbots como ChatGPT e Gemini
Peço desculpas a quem gosta, mas eu DETESTO os “AI overviews” que viraram padrão em sites de busca nos últimos tempos. Se bem que, nesse quesito, sou voto vencido, como mostra uma pesquisa que acaba de sair: nada menos de 45% dos consumidores se sentem influenciados por esses resumos de inteligência artificial que Google, Bing e afins exibem.
O dado vem de uma pesquisa feita pela LWSA com 1.044 consumidores brasileiros com 18 anos ou mais, de todas as classes sociais e regiões do país, que pretendem fazer alguma compra na Black Friday de 2026.
Sim, mas e o que isso impacta na sua vida? Bom, sempre tem algum leitor mal-humorado que lança essa, então cá estou para responder.
Números como esse mostram um impacto cada vez maior das informações fornecidas por inteligência artificial. Se o que o algoritmo prioriza para aparecer quando a gente pergunta pode levar a uma compra, essa máquina se torna uma espécie de guardiã que as marcas e empresas precisam batalhar para conquistar.
A era do AEO e do GEO. Sua empresa já aderiu?
Assim tem se consolidado algo chamado Answer Engine Optimization, que podemos entender como a “arte” de emplacar os produtos de uma marca nas respostas dos buscadores. O pessoal chama pela sigla AEO, que é uma espécie de gêmeo de outra sopa de letrinhas vinda do inglês, o GEO.
O que é GEO, então? É a sigla para Generative Engine Optimization. Como essa coluna é sempre antenada, expliquei há mais de um ano o que era, viu? Aqui é trabalho, como diz um certo técnico!
Se o AEO mira em fazer algoritmos citarem produtos, serviços e marcas nos resumos de IA, o GEO tenta fazer o mesmo, só que nas respostas dos chatbots (leia-se ChatGPT, Gemini, Claude, DeepSeek, dentre outros).
Para a galera do GEO, a pesquisa da LWSA também trouxe um dado importante: 13% dos consumidores começam a procura por produtos nos chatbots. Quer dizer, em vez de perguntar para o Google, recorrem ao ChatGPT. O que reforça a importância de emplacar as empresas nas citações dessas máquinas.
Em menos de quatro anos, chatbots ganharam fatia expressiva
Talvez você olhe e ache que 13% é pouco. Ainda mais se eu contar que, no mesmo levantamento, foi constatado que 56% dos consumidores iniciam a busca por produtos diretamente nos marketplaces. Mas, amigos e amigas, levem em conta que as IAs generativas ganharam o mundo há menos de quatro anos. Portanto, é coisa à beça essa fatia, viu?
“Para as marcas e lojistas, o desafio é entender onde a IA agrega conveniência sem perder a transparência e o componente humano que continuam influenciando a decisão de compra”, afirma Pedro Fonseca, gerente executivo de Marketing da Tray, uma das empresas do grupo LWSA. É isso, Pedro!
A IA entra ainda em mais de um momento da jornada, segundo a pesquisa da LWSA: 45% dos consumidores considerariam muito útil receber alertas gerados por IA avisando sobre a probabilidade de atraso na entrega.
Como gosto de trazer percentuais interessantes, listei mais alguns deles, confira comigo no replay (que não é replay, porque não estamos numa partida de futebol, mas vocês entenderam a ref, certo?)
Comportamento do consumidor brasileiro na Black Friday
- 72% se preparam financeiramente para a data
- Eletrônicos (50%), eletrodomésticos (44%) e roupas (41%) lideram as categorias desejadas
- 44% planejam gastar mais de R$ 1 mil
- 58% pretendem pagar no cartão parcelado sem juros, e 39% no Pix
- 55% buscam sempre frete grátis, mesmo com entrega mais demorada, e 36% desistiriam de uma boa oferta por causa da taxa de frete
- 25% abandonariam uma compra por problemas no site ou no aplicativo
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Alvaro Leme é doutorando e mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, jornalista e criador do podcast educativo Aprenda







