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Planeta IA

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Inteligência artificial, tecnologia e o que tudo isso muda na sua vida

IA generativa supera redes sociais como fonte de informação

ChatGPT e concorrentes já ultrapassaram YouTube, Instagram e Facebook. Google ainda lidera, mas com apenas 6% de vantagem

Por Alvaro Leme 1 Maio 2026, 07h00
IA generativa supera redes sociais como fonte de informação Priorizar nos meus resultados Google

“Joga no Google” talvez esteja entre as frases mais ditas neste pouco mais de um quarto de século XXI. O que não quer dizer que o gesto de recorrer ao buscador atrás de informações está garantido para as próximas décadas, já que os modelos de inteligência artificial ganham cada vez mais protagonismo. Uma pesquisa mostra que, nos Estados Unidos, a IA generativa já supera redes sociais como fonte de informação e começa a encostar na gigante que virou sinônimo de busca on-line.

Boa parte dos estadunidenses (66%) usam plataformas de IA para buscar informação, de acordo com levantamento da FTI Consulting realizado com mil entrevistados. Os buscadores tradicionais ainda lideram, com 72%, mas o ChatGPT e seus equivalente deixaram para trás até mesmo o YouTube, tradicionalmente apontado havia anos como o segundo maior polo de buscas da internet, que aparece na pesquisa como opção de 51% dos participantes. Atrás vieram o Instagram, com 33%, e o Facebook, com 32%.

A pesquisa também mapeou o que leva as pessoas a escolher uma plataforma de IA em vez de outra. A consistência dos resultados é o critério mais citado, por 57% dos usuários, seguida pela confiança geral na ferramenta, com 49%, e pela capacidade de a plataforma aprender as necessidades do usuário ao longo do tempo, com 41%.

Entre os usuários mais experientes, 85% apontam a confiabilidade das fontes como fator determinante. O que diz algo interessante sobre para onde o mercado caminha: quem usa mais exige mais transparência sobre de onde vêm as respostas.

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Mesmo com a adoção crescente, 50% dos usuários americanos ainda clicam nas fontes para verificar o que a IA disse, e 57% continuariam fazendo isso mesmo se a ferramenta garantisse que a resposta está correta. As pessoas usam, mas desconfiam. Ainda bem, porque é exatamente assim que tem que ser.

A FTI também segmentou os usuários em quatro perfis. Os engajados, com três ou mais assinaturas pagas, ainda são minoria absoluta: 3%. A maioria, 41%, são os aspiracionais — usam, mas sem pagar nada. Os entusiastas, com uma ou duas assinaturas, representam 16%. E os curiosos, que experimentaram uma vez e ficaram por aí, são 12%.

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Beleza, mas e no Brasil, como está o cenário?

Como a pesquisa da FTI trata especificamente do comportamento nos Estados Unidos, fui buscar dados complementares. (Afinal de contas, aqui é Brasil, mermão!)

Uma pesquisa Google/Ipsos divulgada em 2025 mostra que 81% dos brasileiros usam IA para buscas online. Outro levantamento, divulgado pela agência Hedgehog Digital em novembro, ranqueia os modelos mais usados: ChatGPT lidera com 82% de uso, seguido por Gemini (45%) e Meta AI (42%). Se essa pesquisa fosse feita hoje, com certeza o Claude apareceria com mais destaque, porque é a IA sensação do momento — qualquer hora você vai abrir sua geladeira e vai sair de dentro alguém elogiando o Claude.

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Alvaro Leme é doutorando e mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, professor de pós-graduação e palestrante

 

 

 

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