Assine VEJA por R$2,00/semana
Imagem Blog

Paulo Cezar Caju

Por Paulo Cezar Caju
O papo reto do craque que joga contra o lugar-comum
Continua após publicidade

Não existe melhor jogador do mundo atualmente

Lewandowski e Neymar não jogaram bola o suficiente para ganhar o prêmio; se tivesse que escolher, meu voto seria para o goleiro Neuer

Por Paulo Cezar Caju Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 24 ago 2020, 13h11 - Publicado em 24 ago 2020, 12h44

Depois de assistir Bayern 1 x 0 PSG chego a uma triste conclusão: não existe um melhor jogador do mundo em atividade. Se tivesse que escolher um atleta para levar a Bola de Ouro meu voto seria para Manuel Neuer, o goleiro alemão. Não é de hoje que o camisa 1 faz a diferença e é o grande responsável por passar confiança ao time! Lewandowski e Neymar não jogaram bola o suficiente para ganhar o prêmio. A crise de talentos não se limita ao Brasil, mas o mundo não tem mais aquele tradicional camisa 10, o cérebro do time, o que encantava a torcida cada vez que pegava na bola. A tal evolução do futebol fez com que esse tipo de jogador desaparecesse do mapa.

ASSINE VEJA

Aborto: por que o Brasil está tão atrasado nesse debate Leia nesta edição: as discussões sobre o aborto no Brasil, os áudios inéditos da mulher de Queiroz e as novas revelações de Cabral ()
Clique e Assine

O próprio Phillippe Coutinho, caso não tivesse saído do Liverpool, talvez fosse esse último romântico. O Arthur, que estava no Barcelona, já foi vendido e dificilmente surpreenderá em outro clube. No Brasil, os que poderiam cumprir esse papel perderam espaço, ou por falta de cuidado com a própria carreira ou pela falta de entendimento dos técnicos. Lucas Lima voltou a ser usado no Palmeiras, mas não deve durar porque logo um superatleta ocupará a sua vaga. Sobre Ganso cansei de falar, mas Gustavo Scarpa talvez devesse tentar a sorte em outro terreiro.

  • Relacionadas

Gosto de ver um 10 que jogue de cabeça erguida, em busca do lançamento preciso, que consiga furar desequilibrar das barreiras com dribles desconcertantes, como Pelé, Rivellino, Dirceu Lopes, Ademir da Guia, Silva Batuta, Platini, Jairzinho, Samarone, Tostão, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho. Aí, o São Paulo dá a 10 para o Daniel Alves. Está errado! Talvez esse seja o grande erro de Fernando Diniz. Daniel Alves sempre jogou em excelentes times, mas sempre foi coadjuvante. Não conseguirá ser o ator principal em um clube grandioso como o São Paulo. Na posição, Hernanes é muito melhor do que ele, mas amarga o banco de reservas.

Sabem um jogador que precisa ser tratado com mais carinho por seu técnico, pois é um diamante? Tales Magno, do Vasco. Ele tem o estilo muito parecido com o meu, mas não tem velocidade para ficar isolado na esquerda. É muito inteligente e precisa de alguém para tabelar. Tem que ir para o meio. Ele é o verdadeiro 10 do Vasco. Mas já já será chamado de lento, sonolento, irá para o banco e terminará vendido a preço de banana. O Tiago Galhardo está se destacando no Inter justamente por ter encontrado a posição e os parceiros certos. O treinador precisa estar de olho nisso.

No Flamengo, Gerson e Arrascaeta já namoram com o banco de reservas. Os “especialistas” dirão que os camisas 10 mais clássicos não se adaptaram ao futebol moderno. Mas esse não seria um erro? As camisas 10 estão desbotando e seria mais um crime contra o patrimônio do futebol se elas forem enquadradas e virarem peças de museu. Como de costume, não poderia esquecer dos chavões! A última que ouvi foi “linha alta”, agora só falta conseguir a agulha!

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.