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Paulo Cezar Caju Por Paulo Cezar Caju O papo reto do craque que joga contra o lugar-comum

A seleção de Tite é uma mentira, um tapa na cara do torcedor

Perdemos para uma Argentina sem graça, onde o destaque foi De Paul. Os “desarmadores de jogadas” se transformaram nos grandes astros do futebol

Por Paulo Cezar Caju 12 jul 2021, 11h24

Quem ligasse a tevê no momento em que Tite, de terno, curvava-se ao público, balbuciando algo, poderia imaginá-lo como um maestro reverenciando a plateia, que acabara de aplaudi-lo fascinada com o brilhantismo do espetáculo. Mas, não. Era o comandante da seleção brasileira, outrora a mais temida do mundo, pedindo desculpas por mais uma bola fora de sua orquestra decadente, desafinada, que já nasceu fora do tom e nunca floresceu. Na verdade, essa seleção é uma mentira, uma piada, um tapa na cara do torcedor.

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Tite é um tenor sem voz, um professor que se embaralha com as próprias fórmulas, especialista em caras e bocas, mas que nesses anos todos nada acrescentou ao futebol. Sinceramente, acho que após a derrota para a Argentina o professor deveria ter reunido a sua turma, ainda no vestiário, e cantado o sucesso de Kleiton e Kledir…”deu pra ti, baixo astral, vou pra Porto Alegre, tchau..”. A reformulação deve ser rápida e rigorosa. Alguns jogadores não tem a menor condição de vestir a camisa da seleção. Estar em algum grande time da Europa não é sinônimo de ser bom de bola. Os empresários lotearam a seleção e a CBF está deixando o baile seguir.

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Se estamos com escassez de craques vamos investir em alma. Não temos qualquer estratégia e quando estamos no sufoco a saída é dar a bola para Neymar e torcer para que ele drible o time inteiro. Mas Neymar não é mais o menino que muitos ainda imaginam ser. Não temos mais um fora de série, não sabemos jogar coletivamente e sequer temos um líder. Nem o choro da derrota nos convence. Patético Casemiro aplaudindo o árbitro, patético Thiago Silva explicando mais um fiasco, patético Vinicius Jr. consolando Neymar. E olha que perdemos para uma Argentina sem graça, onde o destaque foi De Paul. Os “desarmadores de jogadas” se transformaram nos grandes astros do futebol, nunca vi isso.

Mas, certamente, Tite sairá mais prestigiado desse episódio, afinal é o queridinho da CBF, da mídia e vai classificar o Brasil para a Copa, missão “dificílima”. Escrevo enquanto assisto a final da Eurocopa e ouvi muitos gritos no gol da Inglaterra e mais ainda na vitória da Itália. Não vi nenhuma mobilização para a decisão do Brasil. Isso é grave, na verdade, triste, muito triste. Fico feliz por Roberto Mancini, da Itália. O episódio triste foi a volta dos hooligans, que aterrorizaram para invadir o estádio antes da bola rolar.

Por aqui, tudo na mesma. O Flamengo conseguiu uma virada no sufoco contra a Chape.O Náutico lidera a Segundona sob a batuta do veterano Hélio dos Anjos, algum time anunciou o retorno de Ney Franco e Felipão voltou ao mercado comemorando um empate com o Inter. Que nosso futebol está dentro de um túnel, não tenho dúvida o problema é descobrir onde está a luz, a saída, a salvação. Enquanto isso, sou obrigado a ouvir que fulano deu uma estilingada na bola pela beirinha do campo e que o Fortaleza é um time com conceito de ideia de jogo…

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