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Paraná Por VEJA Correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens paranaenses. Por Guilherme Voitch, de Curitiba

Ex-deputado do PR irá a júri por acidente que matou dois em 2009

Inquérito policial apontou que Luiz Fernando Ribas Carli estava embriagado, com habilitação suspensa e dirigia a uma velocidade entre 161 e 173 km/h

Por Guilherme Voitch Atualizado em 23 nov 2017, 17h57 - Publicado em 23 nov 2017, 17h42

A Justiça do Paraná marcou o julgamento do ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli para os dias 27 e 28 de fevereiro de 2018. Depois de uma série de recursos apresentados pela sua defesa, ele será levado a júri popular e irá responder por duplo homicídio doloso (quando há intenção de matar) pela morte de duas pessoas durante um acidente de trânsito ocorrido em Curitiba em 2009.

O último recurso – uma liminar obtida no Supremo Tribunal Federal (STF) – foi revogado em decisão do ministro Gilmar Mendes no começo do mês. Com isso, o juiz Daniel Surdi de Avelar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, considerou, em despacho publicado nesta quarta-feira, que “inexiste óbice à continuidade da ação penal e, consequentemente, ao julgamento pelo Tribunal do Júri”.

Em 7 de maio de 2009, Ribas Carli, então deputado pelo PSB, deixou um restaurante da capital paranaense dirigindo um Volkswagen Passat blindado em alta velocidade. A investigação apontou que o veículo teria “decolado” no cruzamento de uma avenida movimentada atingindo um Honda Fit e matando na hora os seus dois ocupantes: Gilmar Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20.

Sem habilitação e embriagado

O inquérito policial apontou que Ribas Carli dirigia entre 161 e 173 km/h no momento da colisão e que estava com a habilitação suspensa – sua carteira de motorista registrava 130 pontos e 30 multas, sendo 23 delas por excesso de velocidade. Além disso, exame clínico revelou que ele dirigia embriagado – com 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue. Em vídeo divulgado pela sua defesa em maio de 2016, o ex-deputado admitiu que errou ao “beber e dirigir”, mas disse que não se considerava um assassino.

Depois do acidente, a mãe de Gilmar Yared, Christiane Yared, iniciou uma campanha de conscientização alertando para os perigos de motoristas alcoolizados. Em 2014, ela foi eleita para a Câmara dos Deputados pelo PTN com 200.144 votos, sendo a deputada federal mais votada do estado.

Mensagem

Em seu perfil em uma rede social, Christiane comentou a decisão da Justiça. “Marcada a data do júri. Esperança para milhares de famílias que viram seus filhos serem arrancados de suas vidas e vivem o descaso muitas vezes de uma Justiça que não chega. Dias que tornam-se noites e noites que são intermináveis”, escreveu.

A reportagem entrou em contato com os advogados de Ribas Carli mas, até o momento, não obteve resposta.

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