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Paraná Por VEJA Correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens paranaenses. Por Guilherme Voitch, de Curitiba

Assassino de fiscal foi preso e solto doze dias antes do crime

Patrick Jurczyszyn Leandro é acusado de matar Fabrizzio Machado, presidente da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis

Por Guilherme Voitch Atualizado em 28 nov 2017, 20h38 - Publicado em 28 nov 2017, 18h20

O assassino de Fabrizzio Machado da Silva, 34 anos, presidente da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis (ABCFC), morto quando chegava em casa, em Curitiba, foi preso doze dias antes do homicídio, por porte ilegal de arma, em Fazenda Rio Grande, município da região metropolitana da capital paranaense.

Patrick Jurczyszyn Leandro, autor dos disparos, pagou fiança e foi liberado na sequência. À época, no dia 11 de março, Leandro já planejava o crime contra Fabrizzio, o que foi colocado em prática no dia 23. A informação consta nas alegações finais do Ministério Público sobre o caso, ao qual o blog Paraná teve acesso. No documento, o MP pede à Justiça que Patrick e mais três acusados sejam levados a júri popular pelo crime de homicídio contra o presidente da associação.

Fabrizzio auxiliava a polícia, Ministério Público, Procon e outros órgãos de controle em ações de fiscalização e análise de combustível. Nos seis meses anteriores a sua morte, ele realizou mais de 300 testes em postos do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. O presidente da ABCFC também vinha auxiliando uma equipe do programa Fantástico, da TV Globo, em uma reportagem sobre o tema. Horas antes de ser morto, ele esteve reunido com produtores do programa.

Retaliação

De acordo com o Ministério Público e a polícia, Leandro agiu a mando de Onildo Chaves de Cordova II, proprietário de postos de gasolina em Curitiba e região metropolitana e ex-vereador em Mandirituba, também município da Grande Curitiba. A morte teria sido uma retaliação à atuação de Fabrizzio, que identificou e denunciou irregularidades nos postos de Cordova, como o uso de gasolina e bombas adulteradas.

Outro lado

Em declarações anteriores à imprensa, Leandro e Cordova negaram o crime. Cordova afirmou que seu posto sempre seguiu as normas da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que ele não praticava irregularidades e que não teve participação no assassinato. Leandro também disse ser inocente. “Não atirei em ninguém.”

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