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O Som e a Fúria

Por Felipe Branco Cruz Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
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Tássia Reis sobre representatividade: “Espero que as portas se escancarem”

Cantora que comemora dez anos de carreira no Lollapalooza fala a VEJA sobre desafios do cenário independente e busca por equidade na música

Por Amanda Capuano Atualizado em 25 mar 2023, 17h29 - Publicado em 25 mar 2023, 17h27

Debaixo de um sol de mais de 30 graus, a paulista Tássia Reis subiu ao palco do Lollapalooza neste sábado, 25, animando o público com sua mistura equilibrada de rap e MPB. Completando uma década de carreira neste ano, a cantora comemorou a data no palco do festival e falou a VEJA sobre os desafios da carreira independente e a importância de espaços como este para mulheres negras e indígenas. Confira a entrevista:

Você foi uma das atrações do Lollapalooza neste sábado. Qual é a sensação de tocar para o público do festival? É uma energia muito forte. Fiquei feliz que tinha uma galera ali no sol, alguns esperando a Ludmilla, outros me esperando, e todo mundo curtiu. Para mim, que sou uma artista independente, isso é incrível. Estou nesse corre há 10 anos, nos últimos tempos com um pouco mais de recursos, mas sigo dona das minhas coisas. Tenho muito orgulho disso.

Em dez anos muita coisa acontece. O que mudou na indústria nesse período? Muita coisa. Quando eu comecei, não entendia direito as coisas, mas sabia que eu tinha que estar em todo lugar, então corri para colocar minha música no streaming. Desde então, as coisas mudaram muito, as próprias redes sociais e os momentos políticos também. Surgi em um momento de pautas importantes. A gente fala muito sobre feminismo, feminismo negro e direitos humanos. Eu sempre falei disso, não porque eu queria me integrar, mas porque é a minha realidade. Vivo isso na pele todos os dias. E é muito louco que algumas músicas foram se tornando hinos. Mas o tempo foi passando e eu quis falar de outras coisas também. Eu sou dedo na cara, mas também sou doce, sou poética, tenho muitas camadas. Esses dez anos são muito importantes porque eu não desisti, mesmo quando não estava rolando.

E como vê o cenário da música independente hoje? Eu gosto de entender que existe um lugar para artistas como eu, ou que estão nesse momento, porque não é algo definitivo. Eu não estou no mainstream, mas já toquei na Dinamarca, em Londres, em vários lugares. Não estou dizendo que é fácil, nem que vai dar certo, mas é possível.

Você citou a Ludmilla e também cantou Beyoncé durante o show. Como mulher negra, como vê a representatividade em um espaço como o Lollapalooza? Eu acho que demorou, com todo respeito à produção. Até então poucas poucas mulheres negras, e que flertam com o rap, passaram por esse palco. É algo mais recente, pós-pandemia. Que pena que não tenha acontecido antes, mas mudanças precisam ser feitas porque a gente pode entregar [o show]. Estamos entregando faz tempo, então fiquei muito feliz de fazer o show antes da Lud e com esse espaço. Espero que essa porta não apenas se abra mas se escancare para mulheres pretas, mulheres indígenas. A gente é do Brasil. Esse chão é nosso. Até mais dos povos indígenas. Representatividade é uma porta de entrada, mas a gente precisa chegar na equidade.

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