🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 5,99/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!
Imagem Blog

O Som e a Fúria

Por Redação Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Pop, rock, jazz, black music ou MPB: tudo o que for notícia no mundo da música está na mira deste blog, para o bem ou para o mal

O roqueiro que reinventou o som da guitarra depois de perder os dedos

Um grave acidente ocorrido em uma fábrica quase acabou prematuramente com a carreira do músico

Por Sergio Ruiz Luz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 ago 2026, 11h55 | Atualizado em 12 ago 2026, 13h39
O roqueiro que reinventou o som da guitarra depois de perder os dedos Priorizar nos meus resultados Google

Um dos maiores guitarristas da história do jazz teve que inventar uma técnica nova depois de perder os movimentos de dois dedos de sua mão esquerda, a mesma que os destros como ele usam para percorrer os trastes do instrumento. O artista em questão, o belga Django Reinhardt (1910-1953), sobreviveu a um incêndio que queimou gravemente seu corpo e paralisou o dedo mínimo e o anelar. Mesmo com essa grande limitação, seguiu tocando e fazendo solos prodigiosos.

Essa história encontra um grande paralelo no rock. Tony Iommi foi um dos fundadores do Black Sabbath e, enquanto compositor da banda, praticamente inventou o heavy metal com seus riffs pesados e distorcidos. Para chegar ao estrelato, precisou superar um grave acidente que poderia ter ceifado prematuramente a carreira do guitarrista. A exemplo de Ozzy Osbourne e de outros colegas do Sabbath, Tony era integrante da classe operária da cidade inglesa de Birmingham. Aos 18, trabalhava como soldador em uma fábrica quando sofreu o desastre.

Na ocasião, a prensa prendeu os dedos de sua mão direita. Em um gesto de reflexo, puxou o braço, o que só piorou o quadro: as pontas dos dedos médio e anelar acabaram sendo decepadas. Na emergência do hospital, disseram que nunca mais poderia tocar. Ele entrou em depressão até que alguém lhe contou o que havia acontecido a Django Reinhardt e mostrou uma gravação do belga. Impressionado com a história, Tony decidiu tentar voltar à música.

A partir de uma garrafa velha, construiu capas de plástico que, encaixadas nos seus dedos, poderiam substituir as pontas decepadas, como se fossem próteses. Na sequência, colocou cordas mais leves no instrumento para facilitar o trabalho. Fora o alcance de alguns acordes, a execução se tornou possível e, assim, o guitarrista conseguiu seguir em frente.

Continua após a publicidade

O Black Sabbath encerrou oficialmente as atividades em 2017 e a formação original do grupo fez no ano passado uma última apresentação em homenagem a Ozzy Osbourne em Birmingham. Com sérios problemas de saúde, o vocalista se apresentou numa cadeira de rodas e, dias depois, faleceu, aos 76 anos.

Iommi, que completou 78 em fevereiro deste ano, segue em atividade. No próximo mês irá lançar o álbum solo From the Dark, o primeiro trabalho original dele em mais de duas décadas. Tony virou uma lenda do heavy metal pelo talento e a capacidade de superação.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).