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DJ Ronald: “Futebol não é a minha praia”, diz filho de Ronaldo Fenômeno

Em entrevista a VEJA, filho do ex-jogador diz que aprendeu a ser DJ nas baladas de Ibiza que frequentava junto com o pai quando era adolescente

Por Felipe Branco Cruz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 7 jul 2022, 14h30 - Publicado em 7 jul 2022, 10h00

Filho de peixe, nem sempre peixinho é. Aos 22 anos, Ronald Nazário de Lima, filho dos jogadores Ronaldo Fenômeno e Milene Domingues, definitivamente, não leva o menor jeito para futebol. A infância de Ronald, aliás, não tem nada de ordinária. Ele nasceu em Madri e cresceu em Milão, duas cidades onde o pai jogava, mas nunca se interessou pela bola. Ele se apaixonou mesmo foi pela música eletrônica. Em vez de acompanhar o pai nos gramados, ele preferia frequentar as baladas de Ibiza, onde Ronaldo também batia cartão – e se apaixonou pelas carrapetas.

Sábia escolha. Ao escolher uma profissão completamente diferente da dos pais, ele tirou dos ombros uma pressão nem sempre saudável. Agora, lança seu primeiro trabalho musical como DJ ao assinar contrato com a produtora de funk paulista GR6. No final do mês passado, ele lançou a música Vou Com Carinho, Ela Quer Com Força, em parceria com o MC Don Juan. Em entrevista a VEJA, Ronald afirmou que ser filho de pais famosos ajudou a abrir as portas na música, e que sofreu pressão para ser jogador de futebol. Confira:

Como você começou a se interessar pela música eletrônica? Foi em Ibiza. Lá é muito bacana. Tanto meu pai quanto a minha mãe eram muito novos quando eu nasci e, quando eu era adolescente, eles iam muito às baladas. Ibiza é o berço da música eletrônica mundial e lá, em certas festas, adolescente pode entrar. Eu tinha uns 12 ou 13 anos. Fui em várias baladas assim e me apaixonei pela profissão. Eu gostava de ver o que o DJ fazia no palco. Eu ficava observando e me apaixonei pelo que eles faziam. Eu só queria chegar mais perto dos DJs para aprender com os melhores do mundo. Na alta temporada de Ibiza só tocam os Top 100 do mundo.

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Ter pais famosos abriu portas na música? Com certeza abriu. Eu sou muito grato a isso. Sei que muitas oportunidades que eu tive na minha vida profissional foram por essa razão. Durante muito tempo, eu lutei contra isso. Sempre quis fazer tudo sozinho, sem pedir ajuda. Depois, percebi que não adianta nada as portas estarem abertas se e a gente não souber aproveitar as oportunidades e provar a nossa competência. É claro que existem os lados negativos que muitos acabam não enxergando. Há um baita preconceito de uma galera que não leva o meu trabalho a sério. Dizem que é só uma modinha e que vai passar.

Seus pais, ambos jogadores de futebol, o incentivaram a ser jogador também? Pelo contrário, eles me apoiaram naquilo que eu queria fazer. Pressão, mesmo, senti de fora da família. Quando meus pais perceberam que a música era minha paixão, que era a minha vocação, eles conversaram comigo para entender um pouquinho mais esse mundo novo para eles.

E como lidou com essa pressão que você disse ter sentido, que veio de fora da família? Era relacionada ao futebol. Mas, graças a Deus, eu fui para um segmento completamente diferente. Isso facilitou bastante para suportar a pressão. Se eu tivesse sido jogador de futebol, eu não teria dado conta do recado. Pelo menos, não em comparação aos talentos do meu pai e da minha mãe. Sou competente na minha profissão e isso me dá a confiança para lidar de maneira mais saudável com qualquer tipo de pressão.

Na música, quais são suas influências? Dos DJs que fazem música mais conceitual, eu diria Jamie Jones e Carl Cox. Já assisti a ambos em Ibiza. Eles arrebentam na escolha do repertório, na transição de uma música para outra ou no desenvolvimento de um set. São dois caras que desde sempre me surpreendem. Dos DJs mais comerciais, eu gosto de citar o Martin Garrix, em quem sempre me espelhei – até pela semelhança de idade. Ele começou muito cedo e admiro muito o fato de ter se apresentado no festival Ultra com apenas 17 anos. Além dele, gosto do Hardwell e do David Guetta, que, na minha opinião, é o responsável por popularizar a música eletrônica no mundo. E, no Brasil, eu sou fã do Alok. Em 2016 ele gravou um vídeo dizendo que eu seria um bom DJ e eu estou trabalhando até hoje para não deixar o Alok passar como um mentiroso (risos). Ele é um cara com quem eu gostaria muito de fazer um trabalho em parceria.

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Como você vê o avanço do futebol feminino, já que sua mãe também é uma grande jogadora? Por incrível que pareça, eu não acompanho nada de futebol. Nem masculino nem feminino. Brinco que na infância fiquei saturado de futebol porque era pai e mãe falando no meu ouvido o dia inteiro. Penso que o futebol feminino melhorou muito. A maioria das equipes já tem seus departamentos próprios. Minha mãe batalha muito por isso e eu fico realmente feliz de ver o desenvolvimento, o crescimento e a aceitação da mulherada nesse mercado gigantesco. Eu ainda acho que está lento, poderia ser ainda mais acelerado, com mais investimentos, mais marcas, mais alcance.

Ronald, filho do jogador Ronaldo Fenômeno, se lançou como DJ
Ronald, filho do jogador Ronaldo Fenômeno, se lançou como DJ  (Helbert Pinheiro/Divulgação)

Você torce para algum time de futebol? Não torço para nenhum. Eu apoio o Cruzeiro e o Corinthians. Apoio todos os empreendimentos em que o meu pai e a minha mãe estiverem envolvidos. Eu diria que esses dois times seriam os times do meu coração.

Na escola, na hora de formarem o time das aulas de educação física, você era o primeiro ou último a ser escolhido? Eu era sempre o primeiro a ser escolhido. E eu passava muita vergonha porque eu deixava metade da minha dignidade na quadra. Eu sei que o futebol não é minha praia. Esse foi um dos desafios que eu decidi não aceitar. Para ser jogador de futebol é preciso ter muito amor pela profissão. Meu pai só atingiu esse nível de excelência porque ele tinha muito amor pelo futebol, pela bola. Ao ver o amor que o meu pai tinha pelo futebol, eu decidi que não faria nada além daquilo que eu amasse. E o que eu faço hoje é com muito amor, muito carinho, muita paixão.

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