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O Som e a Fúria

Por Felipe Branco Cruz
Pop, rock, jazz, black music ou MPB: tudo o que for notícia no mundo da música está na mira deste blog, para o bem ou para o mal
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A maldição que assombra as grandes bandas de rock

Do Led Zeppelin ao The Who e, agora, o Foo Fighters, dificilmente um grupo sobrevive à perda de seu baterista original

Por Felipe Branco Cruz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 19 abr 2022, 11h07 - Publicado em 1 abr 2022, 10h25

A repentina morte do baterista do Foo Fighters, Taylor Hawkins, abriu um vácuo na banda que será difícil de preencher. Carismático, divertido e talentoso, Hawkins era o par perfeito para o vocalista e guitarrista Dave Grohl (ele próprio também ex-baterista do Nirvana). Em todos os shows do Foo Fighters havia um momento em que Hawkins assumia os vocais para fazer cover do Queen, enquanto Grohl ia para a bateria, numa divertida troca de papéis. Mais que um excelente músico, Hawkins era um dos melhores amigos de Grohl e, entre a mídia internacional, já se especula se a banda irá continuar na estrada após sua morte. Para além de um adereço, o baterista é o coração pulsante e figura indispensável para o sucesso (ou o fracasso) de uma grande banda de rock. Tal como o Foo Fighters, outros grupos icônicos também perderam seus bateristas e jamais se recuperaram. Confira:

Led Zeppelin

John Bonham, o Bonzo, era uma indomável força da natureza. É impensável pensar no sucesso do Led Zeppelin sem suas pesadas pancadas na bateria – que levaram-no a ser chamado, não à toa, de The Beast (a besta). Considerado por inúmeras publicações como o melhor baterista de rock de todos os tempos, Bonzo morreu aos 32 anos, em 1980, marcando o fim do Led Zeppelin. A banda até ensaiou alguns esporádicos retornos com Phil Collins e, mais recentemente, com o filho de John, Jason Bonham, mas jamais foi a mesma coisa. Quando morreu, Bonham estava depressivo por ficar muito tempo longe de casa. Alcoólatra, ele bebeu quarenta doses de vodca e foi dormir. Morreu asfixiado no próprio vômito.

The Who

Uma das bandas mais importantes da história do rock, o The Who segue na estrada ainda hoje com apenas dois integrantes originais: o vocalista Roger Daltrey e o guitarrista Pete Townshend. A verdade é que a banda atual é apenas uma sombra do que o um dia foi quando era formada ainda por John Entwistle e, sobretudo, o monumental Keith Moon, que ganhou o apelido de Moon The Loon (Moon, o Lunático) por causa de seu comportamento insano com as baquetas e sua capacidade de destruir o instrumento a cada apresentação. Moon morreu em 1978 em consequência de uma overdose de medicamentos que usava para tratar o alcoolismo. A banda substituiu Moon com Kenney Jones e chegou a lançar outros dois discos, mas que nunca chegaram aos pés dos primeiros. Atualmente, o The Who segue na estrada com Zak Starkey (filho de Ringo Starr) na bateria.

Rush

Há bandas em que a união de forças de seus integrantes resulta em um bloco tão coeso e orgânico que é difícil imaginá-la sem algum deles. Os canadenses do Rush são um desses exemplos. A morte do monumental baterista Neil Peart (que também era um dos principais compositores do grupo), no início de 2020, simplesmente sepultou o Rush. Para além da destreza no baixo de Geddy Lee, o que se destacava mesmo nos shows do Rush era o impressionante kit de bateria de Peart, com inúmeros bumbos e chimbals, que davam a agressividade e a complexidade que o som da banda precisava. Peart morreu aos 67 anos, em Santa Mônica, na Califórnia, em decorrência de um tumor no cérebro. Recentemente, o guitarrista Alex Lifeson afirmou que, com a morte do baterista, a banda tinha acabado, pois não fazia sentido voltar a tocar sem a presença dele.

Rolling Stones

Desde a entrada de Ron Wood nos Rolling Stones, em 1974, o grupo britânico sacramentou sua formação com Mick Jagger nos vocais, Keith Richards na guitarra, e Charlie Watts na bateria. Uma formação tão clássica quanto John, Paul, George e Ringo nos Beatles. A morte de Watts, aos 80 anos, em agosto do ano passado, abalou a banda, pega de surpresa prestes a iniciar uma turnê pelos Estados Unidos. Dono de batidas elegantes e toques precisos na bateria, herança de seu passado jazzista, Watts jamais havia desfalcado a banda desde quando entrou no grupo, em 1963. Embora tenham seguido em turnê sem Watts, os Stones decidiram não substitui-lo oficialmente, contratando o baterista Steve Jordan para tocar nos shows.

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