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Paris: seis exposições que têm que estar no roteiro dos viajantes

De esculturas de névoa a retrospectivas de moda, seis mostras imperdíveis dão a dimensão da riqueza cultural de Paris.

Por Sofia Cerqueira 7 ago 2026, 16h30 | Atualizado em 10 ago 2026, 10h52
Paris: seis exposições que têm que estar no roteiro dos viajantes Priorizar nos meus resultados Google

Uma das cidades mais visitadas do planeta, Paris é famosa por sua encantadora beleza, arquitetura clássica, importância histórica, influência na moda e gastronomia irresistível. Está longe, no entanto, de ser só isso que faz desta cidade uma metrópole global única. A capital francesa, que recebe cerca de 40 milhões de visitantes por ano, vive uma efervescência cultural contínua, que faz dela também um polo cultural inigualável e uma vitrine constante para o mundo das artes. Neste quesito, são mais de 150 museus e dezenas de centros culturais, com uma intensa agenda de exposições temporárias.

Com poucos dias em Paris e sem tempo para visitar muitas atrações desse imenso leque cultural, escolher o que ver pode ser tão desafiador quanto irresistível. Entre retrospectivas de grandes mestres, instalações imersivas, experiências sensoriais e mostras dedicadas à moda, ao design e à fotografia, a “Cidade Luz” oferece atrações para os mais variados perfis e idades de visitantes. Em Paris, a convite da Nomad – plataforma global aceita em mais de 180 países que oferece conta internacional, cartão de débito, chip e seguro viagem – e com o apoio da Booking.com (uma das principais empresas no mundo de reservas de hotéis, aluguel de temporada, voos e outros serviços de turismo), visitei seis exposições imperdíveis.

Nesse seleto roteiro, me vi no meio de uma instalação de uma “nuvem”; mergulhei no mundo da moda dos anos 90 e conheci um pouco mais de art street. Com perfis díspares, essas mostras ajudam a traduzir a impressionante diversidade da cena cultural parisiense e têm potencial para agradar tanto os aficionados por arte quanto àqueles que buscam programas diferentes durante a viagem. Boa exposição!

 

A seguir, a seleção da coluna com seis mostras que refletem a pluralidade da programação cultural parisiense:

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Destaque na antiga Bolsa de Comércio: a
Sucesso na antiga Bolsa de Comércio: a “escultura de névoa” é formada com vapor de água e o público tem a chance de interagir com aquela criação (Sofia Cerqueira/VEJA)

“Escultura de névoa”

“Estamos em uma paisagem, em um sonho”, disse Emma Lavigne, diretora da Coleção Pinault (museu de arte contemporânea que abriga o acervo do bilionário homônimo), ao apresentar a obra que toma conta da rotunda da Bourse de Commnerce – antiga Bolsa de Valores e de Comércio, em Paris. O comentário não poderia ser mais preciso para descrever a instalação “Cloud #07156”, da artista japonesa Fujiko Nakaya, que cria uma impressionante “escultura de névoa”(Fog sculpture). O espaço, que faz parte da exposição “Clair-obscur”, é preenchido de forma intermitente por uma nuvem densa, na altura do chão, que é controlada por meio da liberação de vapor de água dando uma sensação atmosférica ao público.

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A sensação ao entrar neste espaço é de estar flutuando, sem tirar os pés do chão. A espessa nuvem é moldada de acordo com a circulação das correntes de ar e a movimentação das pessoas no local. A instalação é uma espécie de cenário onírico, entre presença e desaparecimento, e uma celebração ao efêmero, onde tudo muda o tempo todo. Considerada uma das pioneiras da arte ecológica, Fujiko Nakaya é famosa por criar esculturas que não representam objetos estáticos, mas processos vivos que dependem da temperatura, umidade, circulação de ar e da presença do público. A exposição fica em cartaz até 14 de setembro. Site: https://bourse-commerce.paristourismtickets.com

Hilma af Klint – Paintings for the Temple: a exposição mostra os trabalhos da artista abstatra sueca
Hilma af Klint – Paintings for the Temple: a exposição mostra os trabalhos da artista abstatra sueca (Sofia Cerqueira/VEJA)

“Hilma af Klint – Paintings for the Temple”

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Organizada em parceria com o Centre Pompidou, a mostra da artista sueca Hilma af Klint (1862-1944), reconhecida internacionalmente como uma das pioneiras do movimento de arte abstrata – antes mesmo de nomes consagrados como Wassily Kandinsky e Piet Mondrian – acontece no Grand Palais. A exposição reúne composições monumentais guiadas pelo espiritualismo, teosofia e ciências naturais. A artista realizava sessões mediúnicas com um grupo de outras quatro mulheres chamado “As cinco” para receber orientações dos chamados “Altos Mestres”.Ela realizava sessões mediúnicas com um grupo de quatro mulheres chamado “As Cinco” para receber orientações dos chamados “Altos Mestres”.

Composta por centenas de obras, a exposição destaca seu ciclo homônimo criado entre 1906 e 1915 e destaca alguns trabalhos, como a série monumental “As Dez Maiores” (The Ten Largest). Ela retrata as diferentes fases da vida humana através de cores vibrantes e formas orgânicas e geométricas. Uma curiosidade: Hilma af Klint acreditava que o mundo ainda não estava pronto para entender suas criações e, antes de morrer, deixou registrado em seu testamento que seu acervo com mais de 1000 pinturas ficasse escondido e só fosse revelado ao público 20 anos após o seu falecimento. A mostra fica em cartaz até 30 de agosto. Site: https://www.grandpalais.fr/en

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Celebração da moda: a trajetória do estilista Gianni Versace é contata por meio de 450 roupas e objetos
Celebração da moda: a trajetória do estilista Gianni Versace é contata por meio de 450 roupas e objetos (Sofia Cerqueira/VEJA)

Gianni Versace – Retrospective

Com cerca de 450 peças e imagens icônicas dos anos 90, a exposição celebra a genialidade, a ousadia e a estética barroca do icônico estilista italiano. O acervo reúne peças raras de colecionadores privados, croquis originais, acessórios, fotografias, vídeos e, claro, também inclui vestidos lendários. Entre eles está o longo preto, com alfinetes dourados que uniam recortes nas laterais do tronco, mas deixavam à mostra outras partes com um generoso decote e uma longa fenda, usado pela atriz Elizabeth Hurley. Na ocasião, ela acompanhava o então namorado, o astro Hugh Grant, em uma première.

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A grande retrospectiva traz o trabalho de Versace dividido em núcleos que ressaltam suas raízes na ensolarada Calábria, sua paixão pela arte greco-romana e referências de Pop Art. A mostra também contextualiza o uso da icônica cabeça de Medusa como logotipo da grife, escolhida por representar a beleza mítica, o fascínio fatal e o classicismo. Como não poderia faltar, Gianni Versace – Retrospective faz um mergulho nos anos 90, época em que o estilista revolucionou a moda, criou o conceito de supermodels e vestiu nomes estelares como Madonna, Elton John e a Princesa Diana. A exposição, em cartaz no Musée Maillol, se estende até o dia 6 de setembro. Site: https://museemaillol.com

Tutancâmon: seu túmulo e seus tesouros: a exposição conta com um percurso de 2500 metros
Tutancâmon: seu túmulo e seus tesouros: a exposição conta com um percurso de 2500 metros (Sofia Cerqueira/VEJA)

Tutancâmon: seu túmulo e seus tesouros

Em uma experiência imersiva espetacular no Egito Antigo, a exposição faz a reconstituição do interior da tumba do faraó – descoberta em 1922 pelo arqueólogo britânico Howard Carter. Com a supervisão de egiptólogos, a mostra conta com um percurso de mais de 2 500 metros quadrados e reúne cerca de 1000 objetos, entre câmaras funerárias, carroças de guerra, cofres, mobiliário e estátuas. Uma informação que vale ressaltar: embora impactantes, as peças em exibição não são originais do tesouro de Tutancâmon. A mostra é calcada em reproduções, feitas sob controle científico e criadas a partir de arquivos e fotografias de época preservadas no Egito.

Em cartaz no Paris Expo Porte de Versailles, a exposição apresenta a estrutura do túmulo de Tutancâmon dividida em três grandes partes: a antessala, a câmara funerária e a câmara do tesouro, tudo com uma sequência de reproduções de capelas e sarcófagos. O ponto algo, no entanto, são os tesouros funerários, que incluem estátuas protetoras, mobiliário real, leques cerimoniais, escudos, carruagens e objetos rituais. Últimas dicas: por serem réplicas não há qualquer restrição de fotos; e vá com tempo para conseguir ver tudo que o circuito inclui. A mostra segue até o dia 6 de setembro. Site: https://www.viparis.com/en/our-venues/paris-expo-porte-de-versailles-en

O Pequeno Príncipe, a Odisseia Imersiva: espetáculo digital de 360 graus agrada a crianças e adultos
O Pequeno Príncipe, a Odisseia Imersiva: espetáculo digital de 360 graus agrada a crianças e adultos (Sofia Cerqueira/VEJA)

O Pequeno Príncipe, a Odisseia Imersiva

A exposição, totalmente imersiva, que já esteve em cartaz no ano passado em Paris, voltou à capital francesa nesta temporada de férias de verão. As icônicas aquarelas e as palavras emblemáticas criadas pelo escritor francês Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) são transformadas em um espetáculo digital de 360º graus, que agrada não só as crianças, mas toda a família. Só um detalhe: a obra, publicada em 1943, já ganhou versões em mais de 600 idiomas e dialetos, o que a faz dela a mais traduzida no planeta – atrás só da Bíblia.

Nesta mostra, a saga do principezinho ganha vida nas paredes e pisos de uma antiga fundição, com 3 300 metros quadrados. A narrativa segue uma adaptação literal, onde o público acompanha a jornada desde a busca pelas estrelas até o deserto, tudo ao som de uma trilha sonora especial. A visita imersiva dura, em média, 50 minutos. Vale destacar que a exposição recebe visitantes apenas às quartas e domingos até 13 de setembro no Atelier des Lumière. Site: https://www.atelier-lumieres.com/fr

Arte Urbana, no Petit Palais: participação de 75 artistas de rua franceses e internacionais
Arte Urbana, no Petit Palais: participação de 75 artistas franceses e internacionais (Sofia Cerqueira/VEJA)

We are (still) here

Em uma celebração a arte urbana, a exposição é uma grande oportunidade de ver o contraste entre o moderno e as coleções permanentes de um dos museus mais icônicos da cidade. Espalhada por várias salas e corredores do Petit Palais, a mostra conta com a participação de 75 artistas franceses e internacionais (como Invader, D*Face e Mark Jenkins), num total de mais de 200 obras. Durante o percurso, vale ficar atento aos detalhes. A iniciativa engloba instalações monumentais em grandes salas do museu, mas também com peças mais escondidas em meio às esculturas e pinturas clássicas.

O projeto We are (still) here é a segunda edição de um evento que começou em 2024. A edição anterior atraiu mais de 600 000 visitantes. Para ter uma experiência mais completa, o museu disponibiliza o aplicativo oficial com o nome da exposição, que permite aos visitantes usarem a câmera do celular para identificar as obras e saberem mais sobre os artistas. Fica em cartaz até 20 de setembro. Site: https://www.petitpalais.paris.fr/

 

Paris, além da Torre: a capital francesa conta com mais de 150 museus e dezenas de centros culturais
Paris, além da Torre: a capital francesa conta com mais de 150 museus e dezenas de centros culturais (Sofia Cerqueira/VEJA)

A colunista viajou para Paris a convite da Nomad, uma plataforma conhecida por tornar os serviços financeiros globais mais democráticos e acessíveis. O cartão Nomad é aceito em mais de 180 países para compras virtuais e presenciais e permite saques em caixas eletrônicos (ATMs). Além do cartão de débito, a fintech oferece opções de conta internacional (sem taxa de abertura nem taxa mensal de manutenção), chip e seguro viagem. Possui mais de 3,5 milhões de clientes ativos.

Siga também no Instagram o perfil @omundodesofia_cerqueira Com o olhar cultivado em redações por mais de 30 anos, convido você a viajar pelo mundo, por aqui. Nesse amplo e diversificado roteiro, cabem um destino encantador, uma suíte especial, uma experiência única, uma curiosidade do setor e tudo mais que possa instigar quem está de malas prontas ou sonha em pôr o pé na estrada.

 

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