Nada de mar: conheça as “praias” que são febre em Munique no verão europeu
Com temperaturas recordes, moradores da capital da Baviera transformaram o canal do Jardim Inglês e o Rio Isar em locais para mergulhar, nadar e até surfar
Capital da Baviera e terceira maior metrópole da Alemanha, Munique costuma ser associada ao turismo histórico-cultural e a grandes eventos. A cidade tem uma combinação única entre a tradição bávara e uma atmosfera moderna e reúne palácios majestosos, galerias de renome mundial, além de mais de 80 museus e inúmeros centros culturais. O destino ainda é famoso pelos festivais e pela gastronomia. É ali que acontece, por exemplo, sempre na segunda quinzena de setembro e terminando no primeiro domingo de outubro, a Oktoberfest – maior festa da cerveja do mundo, que chega a reunir 7 milhões de pessoas ao longo do evento.
Durante o verão europeu, quando os termômetros podem atingir facilmente marcas próximas dos 40º graus, Munique, no entanto, ganha atrativos adicionais. Mesmo distante cerca de 1 150 quilômetros da praia mais próxima, localizada no litoral do Mar do Norte ou do Mar Báltico, moradores e turistas encontram uma maneira de se refrescar do calorão, com direito a passar horas se bronzeando, dar bons mergulhos e, por que não, também curtir passeios de boia – lá se vê muita gente se valendo desses objetos flutuantes.
As “praias” em questão são o canal artificial que corta todo o Jardim Inglês (Englischer Garten), um dos maiores parques urbanos do mundo; e o Rio Isar, que serpentei Munique com suas águas cristalinas vindas dos Alpes. Ao visitar a cidade neste mês de junho, quando viajei para a Europa a convite da Nomad – plataforma global aceita em mais de 180 países que oferece conta internacional, cartão de débito, chip e seguro viagem –, tive a chance de experimentar este programa típico dos bávaros e posso afirmar que vale muito a pena. Além de ver de perto como a população local aproveita o verão, consegui também tomar um sol e relaxar.
Já nos primeiros dias da temporada de calor na Europa, a movimentação nestes dois pontos da cidade impressionava. Tanto às margens do Rio Isar quanto os gramados do Jardim Inglês ficaram lotados de banhistas dispostos a curtir as “praias” com o fundo coalhado de pequenas pedras – é comum ver várias pessoas usando aquelas sapatilhas de borracha para proteger os pés. A temperatura da água é mais para gelada, mas ninguém parece se importar. Para os turistas que chegam a Munique nesta época do ano, visitar estas duas atrações, além do circuito tradicional, se torna um programa quase obrigatório.
Maior do que o Central Park, com cerca de 3,75 milhões de metros quadrados, o Jardim Inglês é daquelas atrações que merecem que o visitante vá com calma para aproveitar tudo que o local oferece. Além de seus enormes e impecáveis jardins, a “praia” de lá conta com até onda. Isso mesmo! O parque Englischer Garten é conhecido por abrigar, durante o ano todo, o pico de surfe fluvial mais famoso da Alemanha. Criada no início dos anos 1970, quando surfistas colocaram blocos de concreto no leito raso do canal para gerar uma correnteza forte e constante, a Eisbachwelle (como é chamada a onda do riacho) atrai diariamente dezenas de praticantes de surfe. Na beira de uma ponte, junto a uma das entradas do parque, o público tem a chance de assistir às manobras de camarote.
Assim como o Jardim Inglês, o Rio Isar também fica na área central de Munique e é de fácil acesso. Com 295 quilômetros de extensão, ele nasce nas cordilheiras europeias, corta boa parte daquela metrópole e deságua no Rio Danúbio. Graças a um rigoroso sistema de saneamento, suas águas têm uma excelente qualidade e garantem que os banhos no local fiquem sempre liberados. E não é só isso. Ao longo de suas margens há extensos bancos de pedras e áreas verdes que funcionam como “areia” para os banhistas. O local é muito procurado nos fins de tarde (o sol nessa época do ano se põe por volta das 22h) e finais de semana. Experimentar as “praias” de Munique no verão europeu é daqueles programas que “quebram” a rotina da viagem, fugindo do circuito museus-monumentos-restaurantes-lojas, e se tornam inesquecíveis.
A colunista viajou para a Europa a convite da Nomad, uma plataforma conhecida por tornar os serviços financeiros globais mais democráticos e acessíveis. O cartão Nomad é aceito em mais de 180 países para compras virtuais e presenciais e permite saques em caixas eletrônicos (ATMs). Além do cartão de débito, a fintech oferece opções de conta internacional (sem taxa de abertura nem taxa mensal de manutenção), chip e seguro viagem. Possui mais de 3,5 milhões de clientes ativos.
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