🔥 Mês do Cliente: Receba 4 Revistas Impressas por apenas R$ 35,90/mês. Aproveite!
Imagem Blog

O mundo de Sofia

Por Sofia Cerqueira Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Viajar é abrir portas para novas culturas, experiências e descobertas.

De Marienplatz aos canecões de chope: um roteiro de 48 horas em Munique

Dez programas imperdíveis para fazer na capital da Baviera, entre história, modernidade e natureza

Por Sofia Cerqueira 28 jul 2026, 16h30 | Atualizado em 29 jul 2026, 14h42
De Marienplatz aos canecões de chope: um roteiro de 48 horas em Munique Priorizar nos meus resultados Google

Com uma mistura de tradições seculares e uma atmosfera moderna e cosmopolita, Munique atrai cerca de 9,3 milhões de turistas por ano – seis vezes mais do que a população local. A cidade, no Sul da Alemanha, é o segundo lugar mais visitado do país, perdendo apenas para Berlim. Uma conjunção de fatores faz da capital da Bavária um destino tão especial e atrativo. Além de um robusto turismo histórico-cultural, com imponentes palácios e quase uma centena de museus, a metrópole é sede de grandes eventos e festivais, como a Oktoberfest – que acontece anualmente entre o meio de setembro e o início de outubro.

E não é só isso. Se no inverno Munique é um belo e tradicional destino, na temporada de calor, como agora, ela se transforma. A cidade ganha um clima ainda mais vibrante e animado. Locais já concorridos, como o Englischer Garten (Jardim Inglês), considerado o pulmão da cidade, se transformam nessa época. É ali, por exemplo, onde os bávaros curtem uma “praia”, lotando seus gramados para tomar sol e mergulhando no canal artificial que corta o parque. Foi justamente no início do verão europeu que visitei à cidade, com o apoio da Nomad – plataforma global aceita em mais de 180 países que oferece conta internacional, cartão de débito, chip e seguro viagem.

Münchner Residenz: é daqueles lugares que têm que estar no roteiro de qualquer turista
Münchner Residenz: é daqueles lugares que têm que estar no roteiro de qualquer turista (Sofia Cerqueira/VEJA)

Entre as atrações clássicas de Munique e os “points” da temporada mais quente, vale ficar com os dois. A cidade, a terceira maior da Alemanha, é daqueles lugares que merecem que o turista reserve uns bons dias para aproveitá-la ao máximo. Mas se o tempo está reduzido, ainda assim, esse destino tem tudo para surpreender o visitante, como aconteceu comigo.

Continua após a publicidade

 

Veja a seguir um roteiro com sugestões para fazer em 48 horas na capital da Baviera.

 

Marienplatz: principal praça de Munique, é o local ideal para começar um tour pela cidade
Marienplatz: a principal praça de Munique é o local ideal para começar um tour pela cidade (Sofia Cerqueira/VEJA)
Continua após a publicidade

1-MARIENPLATZ

Considerado o coração histórico de Munique, a Marienplatz é o local ideal para começar um tour pela cidade. A praça, datada de 1158, que surgiu como uma simples encruzilhada e, depois, um mercado na rota do sal, reúne um conjunto de imponentes atrações. Entre os maiores destaques estão a Altes Rathaus (Antiga prefeitura), de arquitetura medieval, e a Neues Rathaus (Nova prefeitura), construída em estilo neogótico entre 1867 e 1909. É exatamente neste segundo edifício que fica o famoso Glockenspiel, um relógio carrilhão com 43 sinos e 32 bonecos animados), que ganha “vida” em três apresentações diárias: às 11h, 12h e 17h. Vale prestar a atenção no centro da Marienplatz na Coluna de Maria, um monumento com 11 metros de altura, erguido em 1638 para celebrar o fim da invasão sueca durante a Guerra dos Trinta Anos. A cada fim do ano, a praça se transforma em um Christkindlmarkt (mercado de Natal), o maior de Munique e um dos mais tradicionais da Alemanha.

Viktualienmarkt: o tradicional mercado a céu aberto, no Centro da capital da Baviera, reúne mais de 140 barracas
Viktualienmarkt: o tradicional mercado a céu aberto, no Centro da cidade, reúne mais de 140 barracas (Sofia Cerqueira/VEJA)
Continua após a publicidade

2-VIKTUALIENMARKT

Localizado a poucos minutos de caminhada da Marienplatz, o Viktualienmarkt é um mercado a céu aberto que reúne mais de 140 barracas distribuídas em uma área de 22 000 metros quadrados. É daqueles locais perfeitos para explorar a típica culinária da região. Ali, o visitante pode provar, entre outros, o clássico Leberkässemmel (sanduíche de carne fatiada com mostarda), vários tipos de salsichas bávaras (Weißwurst) e o tradicional joelho de porco. Há ainda uma infinidade de embutidos, queijos, especiarias, frutas e flores que podem ser comprados no local. No centro do mercado há ainda várias barracas que vendem artesanato típico da Bavária. Até o início do século XIX, quando fazendeiros e comerciantes locais vendiam cereais e produtos agrícolas, o Viktualienmarkt ficava na Marienplatz. Com o crescimento da população, o espaço tornou-se insuficiente e passou para o espaço que está hoje.

IFrauenkirche ou Catedral de Nossa Senhora: lenda em torno da
Frauenkirche ou Catedral de Nossa Senhora: lenda em torno da “pegada do diabo” (Sofia Cerqueira/VEJA)
Continua após a publicidade

3-FRAUENKIRCHE

Bem próxima também da Marienplatz, a Catedral de Nossa Senhora (Frauenkirche) vale a visita por sua beleza, importância e história, mas também pelas especulações que existem em torno do local, onde existiria a “Pegada do Diabo”. De acordo com a lenda, o arquiteto Jörg von Halspach fez um pacto para conseguir erguer a igreja em tempo recorde para a época e, em troca, o diabo teria exigido que o local não tivesse nenhuma janela. Construído exatamente entre 1468 e 1488, em tijolo vermelho no estilo gótico tardio, o templo teria passado por uma “vistoria” ao ser concluído. Reza o folclore que ao visitar o local, o diabo, com a orientação do arquiteto, se postou em um ponto em que as imensas colunas bloqueavam as janelas, dando a impressão de que era um espaço escuro e sem aberturas. Ao perceber a farsa, o Diabo teria batido com força no chão e saído em seguida. Fato é que ainda hoje, logo na entrada da igreja, há uma marca de uma pisada no chão, que pode ser vista por todos os visitantes.

Münchner Residenz: o complexo de museus funciona dentro do maior palácio urbano da Alemanha
Münchner Residenz: o complexo de museus funciona dentro do maior palácio urbano da Alemanha (Sofia Cerqueira/VEJA)
Continua após a publicidade

4-MÜNCHNER RESIDENZ

A Residência de Munique (Münchner Residenz) é daqueles lugares que têm que estar no roteiro de qualquer turista que visita a capital da Baviera. O complexo de museus funciona dentro do maior palácio urbano da Alemanha, que já serviu como sede do governo e residência oficial de duques, príncipes e reis da Baviera da dinastia Wittelsbach, entre 1508 e 1918. Localizada no Centro da cidade, a Residência conta com 130 salas e 10 pátios que abrigam móveis dos séculos XVI ao XIX, tapeçarias, porcelanas e uma vasta coleção de pinturas e miniaturas. Um dos grandes destaques do local é o Antiquarium, um impressionante salão de 66 metros de comprimento que é o maior e mais luxuoso cômodo renascentista ao norte dos Alpes. Foi projetado para receber a coleção de esculturas do Duque Alberto V e posteriormente serviu como salão de banquetes. O complexo também abriga o Tesouro (Schatzkammer), como é chamada uma das coleções de joias e peças de ourivesaria mais importantes do mundo, iniciada em 1565.

Fachada imponente de um teatro neoclássico com colunas coríntias e um frontão triangular decorado com esculturas, sob um céu azul com nuvens esparsas. Pessoas e carros circulam em frente ao edifício, que possui uma grande escadaria central. Há gramado e bancos no primeiro plano.
Ópera Estatal da Baviera: programação focada em ópera, balé e concertos de música clássica (Sofia Cerqueira/VEJA)

5-BAYERISCHE STAATSOPER

Uma vez com viagem agendada para Munique, vale muito dar uma olhada na programação da Bayerische Staatsoper, a Ópera Estatal da Baviera, considerada uma das companhias mais antigas e prestigiadas do mundo. A tão imponente quanto bela construção tem uma programação focada em ópera, balé e concertos de música clássica. Sua orquestra, iniciada em 1523 e considerada uma das mais antigas do mundo, já foi eleita inúmeras vezes como a melhor do ano na Europa. O complexo, que atrai cerca de 600 000 espectadores por ano, também é o berço de grandes obras-primas. No final do século XIX, a casa tornou-se o coração do movimento musical alemão graças ao Rei Ludwig II e ao compositor Richard Wagner. Quatro óperas icônicas de Wagner foram estreadas mundialmente neste teatro: Tristan und Isolde (1865), Die Meistersinger von Nürnberg (1868), Das Rheingold (1869) e Die Walküre (1870). Além do majestoso Nationaltheater (2.100 lugares), o local conta com mais dois espaços históricos para as apresentações, o Cuvilliés-Theater, uma joia em estilo rococó, e o Prinzregententheater, um magnífico edifício em estilo Art Nouveau.

Alte Pinakothek: um dos mais antigos e grandiosos museus do mundo, reunindo mais de 800 obras
Alte Pinakothek: um dos mais antigos e grandiosos museus do mundo, reunindo mais de 800 obras (Sofia Cerqueira/VEJA)

6-ALTE PINAKOTHEK

Para quem gosta de arte, a Alte Pinakothek (Antiga Pinacoteca) é uma atração para lá de especial. Ele é  um dos mais antigos e grandiosos museus do mundo, reunindo mais de 800 obras-primas europeias do século XIV ao XVIII. Embora reúna trabalhos de artistas mais recentes, como “Os Girassóis”, de Vincent van Gogh, esculturas de Pablo Picasso e quadros de Paul Gauguin, entre muitos outros, o espaço é focado em períodos como o Renascimento, Barroco e Rococó – com destaque para nomes como Leonardo da Vinci, Dürer, Rafael, Rembrandt, Rubens, El Greco, Francisco Goya e Diego Velázquez. O museu foi encomendado pelo Rei Luís I da Baviera e inaugurado em 1836. Durante a Segunda Guerra, o edifício sofreu severos danos e as partes destruídas da fachada foram preenchidas com tijolos aparentes. Essas áreas, conhecidas como “feridas de guerra”, são hoje uma grande atração arquitetônica, simbolizando resiliência.

PEnglischer Garten: no verão, o canal artificial que corta o parque se transforma em
Englischer Garten: no verão, o canal artificial que corta o parque se transforma em “praia” (Sofia Cerqueira/VEJA)

7-ENGLISCHER GARTEN OU JARDIM INGLÊS

Um dos maiores parques urbanos do mundo, superando, inclusive, o Central Park de Nova York, o Englischer Garten é um dos principais pontos de encontro de Munique. Vale conhecer não só pela beleza, história e grandiosidade do local, mas também para conhecer melhor o estilo de vida dos bávaros.  Na época do verão europeu, como agora, o Jardim Inglês se transforma no grande “litoral” da cidade. Seus gramados são tomados por milhares de pessoas, que usam o lugar para praticar esportes, relaxar e tomar sol. O canal artificial que corta o parque também vira uma verdadeira “praia” nesta época do ano, quando o local é tomado por banhistas, vários deles com boias em punho – é comum ver várias pessoas deixando se levar pela correnteza com esses objetos infláveis. O Englischer Garten também é conhecido por ter, durante o ano todo, um ponto com uma onda artificial, ideal para surfistas mais experientes. O parque ainda é famoso pela Torre Chinesa, uma construção de 35 metros de altura que abriga um dos maiores Biergärten (cervejaria ao ar livre) da cidade; e o Monóptero, um pequeno templo em estilo grego construído em 1836, no alto de uma colina, que oferece uma das vistas mais lindas do lugar.

Isar: o rio que corta boa parte da metrópole e deságua no Rio Danúbio também vira uma
Isar: o rio que corta boa parte da metrópole e deságua no Danúbio também vira uma “praia” na temporada de calor (Sofia Cerqueira/VEJA)

8-RIO ISAR

Essa dica é perfeita para quem quer aproveitar o verão europeu como os bávaros e conhecer um lugar que normalmente não figura nos roteiros mais tradicionais da cidade. Com águas cristalinas e vários trechos com extensas margens cobertas de pedrinhas, o Rio Isar se transforma em uma grande e vibrante praia durante a temporada de calor em Munique. Com 295 quilômetros de extensão, ele nasce nas cordilheiras europeias, corta boa parte da metrópole e deságua no Rio Danúbio. Graças a um rigoroso sistema de saneamento, suas águas têm uma excelente qualidade e garantem que os banhos no local fiquem sempre liberados. O local é muito procurado nos fins de tarde (o sol nessa época do ano se põe por volta das 22h) e finais de semana. Experimentar as “praias” de Munique no verão europeu é daqueles programas que “quebram” a rotina da viagem, fugindo do circuito museus-monumentos-restaurantes-lojas, e se tornam inesquecíveis.

Hofbräuhaus München: fundada em 1589, a cervejaria ostenta o título de mais famosa do mundo
Hofbräuhaus München: fundada em 1589, a cervejaria ostenta o título de mais famosa do mundo (Sofia Cerqueira/VEJA)

9-HOFBRÄUHAUS MÜNCHEN

Alçada ao título de cervejaria mais famosa do mundo, a Hofbräuhaus München foi fundada em 1589 pelo duque Guilherme V da Baviera para abastecer a corte real. Visitar – e de preferência almoçar ou jantar ali – faz parte de uma experiência autêntica em Munique. Entre as suas marcas registradas estão as canecas de chope de um litro, as mesas longas compartilhadas e as apresentações de bandas de música tradicional bávara, que acontecem várias vezes por dia. Restrita à realeza durante séculos, o acesso ao local foi liberado para toda a população em 1828 por ordem do rei Ludwig I. Na Segunda Guerra Mundial, durante bombardeios aliados em 1945, o edifício original da cervejaria foi totalmente destruído, mas reerguido alguns anos depois em seu formato original. Uma curiosidade: clientes VIP possuem canecas de cerâmica pessoais guardadas em armários com chave dentro do seu salão. Alguns espaços estão reservados para as mesmas famílias há gerações. O local serve a típica culinária bávara.

Löwenbräukeller: a cervejaria e restaurante serve a típica culinária alemã em um salão fechado ou em um grande jardim
Löwenbräukeller: a cervejaria e restaurante serve a típica culinária alemã em um salão fechado ou em um grande jardim (Sofia Cerqueira/VEJA)

10-LÖWENBRÄUKELLER

Instalada em uma construção neorrenascentista, com uma imponente torre e janelas com vitrais, a Löwenbräukeller é uma das cervejarias mais famosas e tradicionais de Munique. Um detalhe: ela é uma das seis cervejarias autorizadas a vender sua cerveja (a Löwenbräu) na Oktoberfest de Munique, marca presente desde a primeira edição festiva em 1810. Além de abrigar um dos maiores e mais iluminados salões de baile da cidade, com capacidade para 2 000 pessoas, o local possui uma enorme área externa de convivência e jardim de cerveja (beer garden). Seu restaurante serve a típica cozinha regional, com opções como a carne de porco assada com crosta crocante (schweinshaxe), vários tipos de salsichas bávaras, schnitzel e uma seleção de pratos de caça, com preparos que incluem carne de veado e javali. A cervejaria produz, sobretudo, a  Münchner Hell (Lager clara e refrescante), além de variações sazonais e a específica Oktoberfestbier (6,1% de álcool).

 

Munique: a cidade recebe 9,3 milhões de visitantes por ano, o que corresponde a seis vezes a população local
Munique: recebe 9,3 milhões de visitantes por ano, o que corresponde a seis vezes a população local (Sofia Cerqueira/VEJA)

A colunista viajou para a Alemanha a convite da Nomad, uma plataforma conhecida por tornar os serviços financeiros globais mais democráticos e acessíveis. O cartão Nomad é aceito em mais de 180 países para compras virtuais e presenciais e permite saques em caixas eletrônicos (ATMs). Além do cartão de débito, a fintech oferece opções de conta internacional (sem taxa de abertura nem taxa mensal de manutenção), chip e seguro viagem. Possui mais de 3,5 milhões de clientes ativos.

 

Siga também no Instagram o perfil @omundodesofia_cerqueira Com o olhar cultivado em redações por mais de 30 anos, convido você a viajar pelo mundo, por aqui. Nesse amplo e diversificado roteiro, cabem um destino encantador, uma suíte especial, uma experiência única, uma curiosidade do setor e tudo mais que possa instigar quem está de malas prontas ou sonha em pôr o pé na estrada.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).