A capital das capitais: saiba por que Londres recebeu este título em 2026
Ranking europeu envolveu representantes de 30 países e levou em conta requisitos como qualidade de vida, cultura e economia
Uma das cidades mais vibrantes do planeta, Londres mistura uma história milenar com uma modernidade pujante. Por qualquer lugar que se ande, o visitante percebe as características latentes desse destino, que funciona como um hub global de cultura, economia e tradição. É justamente o vigor dessa metrópole que fez com que ela fosse eleita a “Capital das Capitais” em 2026 pela Resonance Consultancy, consultoria especializada em mercado imobiliário, turismo e desenvolvimento econômico, que pelo quarto ano divulga um ranking das melhores cidades da Europa.
Na avaliação, a cidade dos muitos museus gratuitos, dos parques reais e de ícones como o Big Bem e Tower Bridge se destacou nas categorias livability – qualidade de vida urbana, incluindo espaços para caminhar, áreas verdes, transporte urbano e qualidade do ar –, em lovability (atratividade cultural, na qual se inclui vida noturna e gastronomia) e ainda prosperity (que leva em conta a força econômica, nível educacional e conectividade aérea). O ranking também levou em consideração a visibilidade digital e cultural, utilizando dados do Instagram, Google Trends e, pela primeira vez, ainda do TikTok para medir a relevância global de cada cidade.
O relatório que elegeu Londres como “Capital das Capitais” da Europa este ano também combinou dados globais gerados por usuários, indicadores estatísticos de desempenho e pesquisas complementares, incluindo um levantamento conduzido pela Ipsos – empresa de consultoria de mercado francesa, considerada uma das maiores do mundo – com mais de 21 000 entrevistados em 30 países. Atraindo um público global, que vai de turistas tradicionais a estudantes, passando por empreendedores e líderes corporativos, Londres vê sua pujança refletida nos gastos de viajantes internacionais, que em 2024 somaram cerca de 18,9 bilhões de euros – 4 bilhões a mais do que em 2023 – garantindo a essa metrópole o terceiro maior volume de gastos turísticos do mundo, superando cidades como Nova York e Dubai.
Não restam dúvidas que alguns fatores pesaram no ranking da Resonance Consultancy. Além da excelente infraestrutura e de suas concorridas atrações turísticas e culturais, a capital do Reino Unido viu nos últimos tempos a libra esterlina se estabilizar – para a felicidade dos turistas – e a quantidade de visitantes crescer substancialmente. Em 2025, Londres recebeu 22,7 milhões de turistas estrangeiros – enquanto no ano anterior foram em torno de 19 milhões. O número de brasileiros por este destino também vem crescendo. Segundo a VisitBritain, responsável pela promoção do país e daquela cidade, estão previstas 239 000 visitas de brasileiros ao Reino Unido em 2026, um crescimento de 4% em relação a 2025. Isso, ainda de acordo com as perspectivas da organização turística, deve representar um gasto de 382 milhões de libras esterlinas, em um crescimento de 7% com relação ao ano anterior.
Aliado a tudo que Londres oferece, a “Capital das Capitais” também vem assistindo uma espécie de “renascimento” da hospitalidade de luxo. Exemplos não faltam. O Brown’s Hotel, inaugurado em 1837 como o primeiro da cidade, continua a evoluir em grande estilo. Administrado pela prestigiada marca britânica de luxo Rocco Forte Hotels, o local passou por uma série de reformas cuidadosas nos últimos anos que renovaram o seu interior, sem perder a sua essência e seu charme. A repaginação mais recente apresenta três novas “Forte Suítes” inspiradas no legado musical de Mayfair (comédia britânica de 1906).
Outro destaque no cenário das hospedagens de luxo nesta cidade é o supernovo The Newman, que abriu as portas em fevereiro deste ano em Fitzrovia, um charmoso e sofisticado distrito no Centro de Londres. A acomodação de altíssimo padrão, membro da Legend Collection da Preferred Hotels & Resorts, conta com 81 quartos, suítes e apartamentos, todos com uma estética Art Déco contemporânea, enquanto a penthouse suíte no rooftop oferece terraço privativo, sauna, ice plunge (terapia de imersão em água fria) e a possibilidade de transformar todo o andar em uma exclusiva residência de quatro quartos. “2026 é mais um ano para acompanhar em Londres, à medida que a capital passa por um grande período de crescimento e transformação, incluindo a abertura de dois grandes museus, o London Museum e o V&A East, novos teatros e eventos inéditos no mundo como a Pro Climbing League”, afirma Laura Citron, CEO da London & Partners – agência oficial de promoção de crescimento da cidade de Londres. O turista é quem sai ganhando com tantas novidades.
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