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Trump fingiu ser relações públicas para dizer que saiu com Carla Bruni

Em seu passado de vigarista, Donald Trump não teve pudores de inventar para a imprensa que estava saindo com atrizes e beldades das passarelas

Por Maicon Tenfen Atualizado em 10 abr 2018, 08h23 - Publicado em 10 abr 2018, 08h11

Donald Trump é essa coisa que o mundo vê, uma caricatura de reizinho frustrado (pois queria ser o bobo da corte) que fugiu do inconsciente coletivo e deu um jeito de se materializar na Casa Branca. Parece que sua única característica positiva é a capacidade de surpreender, algo que o torna mais interessante que Obama e infinitamente mais divertido que os presidentes da Dinastia Bush.

Quem assistir à série documental Trump: um sonho americano, disponível na Netflix, terá certeza de que esse bafafá em torno da atriz pornô Stormy Daniels é apenas o ápice de uma tempestade que veio se formando ao longo do tempo.

O documentário acompanha a carreira de um príncipe das habitações populares do Brooklyn que ascendeu a reizinho (e bobo midiático) de hotéis em Manhattan e cassinos em Atlantic City. Conta também a história da candidatura e da inesperada vitória nas eleições de 2016, mas essa parte é chata porque não consegue ficar à altura do capítulo dedicado à vida pessoal de Trump.

Depois de se divorciar da primeira esposa e de romper com a namorada que havia motivado o divórcio, um dos homens mais ricos da América não teve pudores de espalhar para a imprensa que estava saindo com beldades como a modelo italiana Carla Bruni. Parece mentira, mas não é: o próprio Trump se deu ao trabalho de ligar para Sue Carswell, da People Magazine, com o objetivo de fortalecer a fofoca.

Mas atenção no detalhe: ele fingiu ser outra pessoa, um certo John Miller, profissional das relações públicas recém-contratado para cuidar da imagem do patrão.

— Meu chefe acabou de sair de um casamento — disse Miller, ou melhor, Trump — e está se dando muito bem financeiramente (…) Madonna ligou outro dia e perguntou se podia sair com ele, te digo isso (…) Mas agora ele está com uma mulher chamada Carla. Ela deixou o Mick Jagger pelo Donald, e é isso que está acontecendo…

Era isso que estava acontecendo? Talvez na imaginação de um adolescente com 50 anos de idade, já que a voz de Trump foi reconhecida e o caso com a Carla Bruni nunca se confirmou. A história é hilária, mas também preocupante. Quem tem coragem de fazer uma coisa dessas tem coragem de fazer qualquer coisa, algo bom para um vigarista, jamais para o homem que ocupa o cargo mais poderoso do planeta.

Alguém já definiu a democracia como o regime em que o trapaceiro e o idiota podem se candidatar a presidente para que todos os cidadãos de um determinado país também tenham o direito de se candidatar a presidente. Dito assim parece bonito, mas quando um trapaceiro — e um idiota — realmente chega à Casa Branca, o jeito é colocar as mãos para o céu… e rezar.

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