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Refém por gosto ou fraqueza

Nada mais ridículo do que teimar em obter uma decisão judicial que garanta a posse de Cristiane Brasil depois de três decisões contrárias

Por Ricardo Noblat Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 12 jan 2018, 08h00 - Publicado em 12 jan 2018, 08h00
O Presidente Michel Temer
O Presidente Michel Temer (Adriano Machado/Reuters)

Uma vez que por fraqueza, falta de sabedoria ou temperamento não se rebelou em outras ocasiões, nada de diferente deve-se esperar do presidente Michel Temer no caso da nomeação suspensa da deputada Cristiane Brasil para ministra do Trabalho. Inerte ele está. Permanecerá inerte.

Atribui-se ao ex-presidente José Sarney o axioma de que 50% dos problemas não têm solução. Os outros 50% se resolveriam sozinhos. Jamais restou comprovado que Sarney pense ou tenha dito isso. Há, de fato, problemas que acabam resolvidos sem a interferência direta do governante. O tempo encarrega-se deles.

Mas outros, talvez a maioria, cobram do governante, sim, algum tipo de atitude. Temer optou conscientemente por arcar com o desgaste de recuar da indicação do deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) para o Ministério do Trabalho. Preferiu acatar o veto de Sarney, adversário político de Fernandes no Maranhão.

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Procedeu assim porque quis. “Devo muito a Sarney, sabe?” -, justificou-se. A Cristiane, nada deve. Ao pai dela, o ex-deputado Roberto Jefferson, deve pouco. Jefferson lhe foi fiel até aqui, mas ao preço de benefícios obtidos para si e seus companheiros de partido. Não é por receio de magoá-lo que Temer está inerte. É por fraqueza.

Michel Temer e Dilma Rousseff (//Divulgação)

Talvez seja também por ter-se acostumado à condição de refém de terceiros. Cercou-se de amigos para governar e quando alguns se meteram em encrencas, tornou-se refém deles. Sem coragem para mostrar logo de saída as reais dimensões da herança maldita deixada por Dilma, dela tornou-se refém e corresponsável.

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Sabe que a política de ceder às piores vontades dos partidos aliados só serve para degradar sua imagem e a do governo, mas é incapaz de revisá-la. A essa altura, prisioneiro dos seus interesses, é um presidente conformado, à espera tão somente de que o tempo passe e esgote seus dias de mandato.

Nada mais ridículo do que teimar em obter uma decisão judicial que garanta a posse de Cristiane depois de três decisões contrárias. Poderá conseguir. Mas não estancará a sangria da deputada, nem a sua por tabela. Aberto o baú das revelações sobre os desacertos de Cristiane, ele seguirá aberto até que outro assunto se imponha.

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