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Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Quem prometeu cuidar das pessoas cuidou mais do próprio bolso

A derrocada de Crivella e da Igreja do seu tio

Por Ricardo Noblat 23 dez 2020, 09h07

Bispo licenciado da Igreja Universal comandada por seu tio, Edir Macedo, Marcelo Crivella elegeu-se há 4 anos prefeito do Rio com a pregação de que era preciso primeiro “cuidar das pessoas”.

No dia em que foi preso, a cidade que governou contabilizava 14 mil mortos pelo vírus, mil a menos do que em São Paulo, capital, onde vivem 12,3 milhões de pessoas, quase o dobro do Rio.

Crivella cuidou acima de tudo dos seus e dos interesses políticos e financeiros da igreja a que sempre serviu com tanta devoção. O Rio foi um grande balcão para que realizasse negócios lucrativos.

Sobreviveu a 9 pedidos de impeachment, à desaprovação da prestação de contas da prefeitura no ano passado, à declaração de sua inelegibilidade pela Justiça, até que não deu mais.

A 9 dias de passar o cargo ao prefeito eleito que o derrotou com folga, acabou preso, acusado de chefiar uma organização criminosa que desviou 53,7 milhões dos cofres públicos.

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Na campanha recente para se reeleger, prometeu reduzir progressivamente o valor do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Ontem, reajustou-o em 4,23%.

Jair Bolsonaro desprezou conselhos de seus ministros para que não apoiasse a reeleição de Crivella e, de preferência, se mantivesse a segurança distância dele. Assim não se desgastaria.

Mas ele não só apoiou como mandou que seus filhos Flávio (Zero Um) e Carlos (Zero Dois) se filiassem ao Republicanos, partido de Crivella e da Igreja Universal. Deu ruim, como se vê.

Ou deu em nada, como observou o general Hamilton Mourão, vice-presidente da República: “No governo não tem impacto nenhum, pô. Sem impacto, zero impacto. Segue o baile aí”.

E fez questão de justificar: “A gente apoia tanta candidatura aí, pô, não tem nada a ver.” Quer dizer: o apoio oferecido pelo governo a candidatos encalacrados com a Justiça não tem nada demais.

O baile segue, dance quem quiser.

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