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Que pena, Dilma!

MEMÓRIAS DO BLOG

Por Ricardo Noblat
Atualizado em 12 set 2018, 12h00 - Publicado em 12 set 2018, 12h00

Texto do dia 12/09/2011 

Curioso. Foi da presidente Dilma a iniciativa de devolver a luta contra a corrupção à agenda dos brasileiros normalmente pouco interessados no assunto. Vai ver que cansaram de pedir providências contra a roubalheira e agora custam a acreditar no êxito de refreá-la.

Bem, aí quando apareceu gente disposta a dar uma força à idéia de Dilma… O que aconteceu? Dilma fez cara de paisagem. Como se dissesse: “Quem? Eu? Combater a corrupção? Imagina! É claro que combaterei. Como o presidente Lula combateu… Mas, sabe? Isso é obrigação de qualquer governo. De qualquer um. Meu negócio é varrer a miséria do país”. Gracinha!

Dilma tem medo do quê? Dos políticos ladrões que a apoiam sentirem-se ofendidos e a abandonarem? Do PT achar que seus mensaleiros só têm a perder com uma campanha contra a corrupção às vésperas de serem julgados pelo Supremo Tribunal Federal? Da lama a ser revolvida respingar em Lula sem querer? De acabar sobrando para ela mesma?

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Não, não afirmo, sequer insinuo que Dilma tenha protagonizado falcatruas ou se beneficiado de falcatruas cometidas por quem lhe devia obediência. Falta esclarecer, porém, o caso de Erenice Guerra, que a sucedeu na Casa Civil. O filho de Erenice, com a anuência dela, traficou influência e fez lobby. A mãe perdeu o emprego. Dilma foi a última a saber?

Falta esclarecer também como conseguiram esconder de Dilma, sempre atenta ao que se passava nos ministérios mais poderosos, as 66 irregularidades em processos de licitação e contratos firmados pelo Ministério dos Transportes. A União amargou um prejuízo de R$ 682 milhões. É muito dinheiro. Muito mesmo.

Nossos gatunos municipais, estaduais e federais não fazem nada barato. É por isso que a menção a pequenas quantias não nos sensibilizam mais. Quem lembra o nome do diretor da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos filmado no marco zero do mensalão recebendo propina? Somente o Dr. Google lembra: Maurício Marinho.

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De quanto foi a propina? Maurício embolsou míseros R$ 3 mil. No vídeo, conta que o roubo corria solto na empresa controlada pelo deputado Roberto Jefferson (RJ), presidente do PTB. Jefferson viu na denúncia a digital do ministro José Dirceu, da Casa Civil. Aí deflagrou o escândalo que quase derrubou o governo.

Três anos depois de Maurício ter saído dos Correios para entrar na História, a Polícia Federal descobriu um novo esquema de fraude na empresa. Na ocasião, 16 pessoas foram presas, suspeitas de desviar R$ 21 milhões. Logo, logo foram soltas. Nenhuma foi julgada até hoje. O dinheiro continua desaparecido. Como de costume.

O Dia da Independência foi marcado por tentativas espontâneas de marchas contra a corrupção. Só uma reuniu muita gente – a de Brasília, com mais de 25 mil pessoas. O que animou quem ainda se preocupa com a ética na política assustou quem vive da política sem ética.

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Dilma estava a poucos metros da barulhenta e colorida marcha dos 25 mil, onde não foi permita a presença de políticos e de bandeiras de partidos e entidades. Poderia ter dado uma espiadinha discreta – afinal a marcha foi em parte estimulada por ela com aquela história de “faxineira ética”. Mas não. Preferiu não ver. Uma pena.

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