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Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Este blog errou. E a senadora Ideli mentiu

MEMÓRIAS DO BLOG

Por Ricardo Noblat Atualizado em 30 jul 2020, 20h19 - Publicado em 22 set 2018, 12h00

Texto do dia 22/09/2005

Este blog errou ao informar que os senadores Delcídio Amaral (PT-MS), presidente da CPI dos Correios, e Ideli Salvatti (PT-SC) estiveram reunidos em um hotel de luxo da cidade de São Paulo por volta das 15 horas de hoje com um importante empresário da área de construção e de informática. E que dele haviam recebido documentos que provariam uma falcatrua no valor de 100 milhões de dólares cometida em licitação de 1999 da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

O encontro não foi em São Paulo em um hotel de luxo. O senador Delcídio Amaral não estava presente – embora estivesse em São Paulo para gravação de um programa da TV Globo. A senadora Ideli Salvatti não estava em São Paulo – estava em Brasília, como aliás fez questão de dizer em discurso transmitido pela TV Senado. Peço desculpas pelo erro. Aproveito para afirmar que a senadora Ideli Salvatti mentiu. E fez uma declaração cínica.

Porque ela se reuniu, sim, por volta das 15 horas em seu gabinete com o tal empresário – Edson Brockveld, dono da Brockveld Equipamentos e Indústria Ltda., com sede na capital paulista. Participou do encontro o deputado Carlito Merss (PT-SC), amigo da senadora. E ela recebeu, sim, farta documentação entregue por Brockveld a respeito de uma licitação dos Correios de 1999 para construir e equipar centros de distribuição da empresa em diversos Estados.

Tais documentos provam que a licitação foi superfaturada. O valor original dele era de R$ 45 milhões na época. Acabou saindo por pouco mais de R$ 90 milhões. Quatro empresas participaram da licitação – uma delas a Siemans, vencedora junto com outra. No ano anterior, havia sido realizada uma licitação no valor equivalente a 100 millhões de dólares também superfaturada e cheia de outras irregularidades.

O encontro de Brockveld com a senadora foi marcado ontem à noite por intermédio do deputado Merss. Foi o industrial que teve a iniciativa do encontro. Brockveld desembarcou em Brasília esta manhã. Pouco depois das 14 horas, foi direto ao gabinete de Merss, de número 273, no anexo 3 do prédio da Câmara. Merss avisou por telefone a Ideli que Brochveld havia chegado. Ela pediu que o levasse ao seu gabinete de número 23 na Ala Senador Teotônio Vilela no prédio do Senado.

Quando este blog publicou a notícia sobre o encontro, Ideli, Merss e Brochveld ainda estavam reunidos. Uma assessora de Ideli entrou esbaforida no gabinete levando uma cópia da notícia. A senadora teve um acesso de raiva. Levantou-se da cadeira. Começou a gritar com os assessores. A certa altura, disse:”Meu telefone só pode estar grampeado, é, deve ser isso”. Em seguida, partiu para o plenário do Senado onde o senador Romeu Tuma (PFL-SP) presidia a sessão. Pediu a palavra.

E desancou a notícia e este blog. Disse que não tinha o dom da ubiquidade – estando em Brasília não poderia estar naquela mesma hora em São Paulo. Negou que tivesse se reunido com qualquer industrial, que tivesse recebido documentos sobre falcatruas no governo Fernando Henrique Cardoso, e ainda acrescentou mais ou menos assim:

– Claro que gostaria de receber qualquer coisa sobre os tucanos. Mas não recebi.

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