Clique e Assine VEJA por R$ 9,90/mês
Imagem Blog

Noblat

Por Coluna Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Continua após publicidade

Da Casa Branca à prisão de Temer: ressurge “Shane” (Os Brutos Também Amam)

O jeitão Alan Ladd (Shane), de Bolssonaro

Por Vitor Hugo Soares
Atualizado em 30 jul 2020, 19h52 - Publicado em 23 mar 2019, 12h00

“Shane”, clássico do cinema norte-americano, que nas telas do Brasil ganhou título de dramalhão “Os Brutos Também Amam”, atravessa o tempo sem perder sua força e significado referenciais. De repente, alguns de seus simbolismos ressurgem, neste incrível março de 2019: da visita do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos – para encontro histórico com seu colega Donald Trump, na Casa Branca, (dia 19) – seguida, para não esquecer, da prisão do ex-presidente Michel Temer (MDB), dia 21, por agentes da PF, em novíssima etapa da Operação Lava Jato, que celebra 5 anos de existência.

Desculpem os que discordam, mas é esta a impressão causada, no rodado jornalista, desde as primeiras imagens do mandatário brasileiro, em seu melhor estilo Alan Ladd, no desembarque em Washington para a visita que, seguramente, vai dar o que falar e o que pensar durante muito tempo. Na comitiva presidencial, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, – autor do projeto anticrime entregue ao Congresso – ex-juiz federal e figura mais representativa e simbólica da maior e mais efetiva ação de combate a corruptos e corruptores no País.

Acossado, na volta da viagem, (por inimigos da Lava Jato e adversários explícitos ou mal disfarçados do governo), alvejado por tiros partidos de várias direções, dura e até grosseiramente agredido por inúmeros atiradores, a começar pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que chamou o ex-magistrado e atual ministro de estado, de “empregado de Bolsonaro”. Acusou Moro de não entender nada de política, e de “copiar e colar”, do ministro do Supremo, Alexandre Moraes (amigo do peito de Temer), o texto básico do projeto anticrime entregue ao Congresso.

A primeira resposta do ministro da Justiça veio rápida e firme: “Apresentei em nome do governo um projeto de lei inovador e amplo contra o crime organizado, contra crimes violentos e corrupção, flagelos contra o povo brasileiro. A única expectativa que tenho, atendendo aos anseios da sociedade contra o crime, é que o projeto tramite regularmente e seja debatido e aprimorado pelo Congresso Nacional com a urgência que o caso requer. Talvez alguns entendam que o combate ao crime pode ser adiado indefinidamente, mas o povo brasileiro não aguenta mais”, disse Moro. A segunda e mais dura reação, provavelmente, foi a que recaiu sobre as costas do ex-presidente Temer, na quinta-feira.

Continua após a publicidade

Tudo isto avivou no jornalista e também inveterado amante do cinema, e dos filmes de cowboy, a recordação do filme. A começar, repito, pelo jeitão Alan Ladd (Shane), de Bolssonaro, na “viagem à América”, como ele próprio designou na mensagem postada no Twitter, minutos antes do avião presidencial levantar vôo de volta à Brasília.

No Cult (dirigido por George Stevens) há mais de meio século, o desconhecido Shane, de passagem pelolugar, aceita trabalhar para o rancheiro Joe Starrett (Van Helfin), ao mesmo tempo em que toma conhecimento dos grandes e pequenos conflitos em volta. Shane é um protótipo do “herói sem passado” que, com a talentosa direção de Stevens, se transforma e ganha densidade cênica e psicológica, de arrepiar, no correr da trama. O caráter do protagonista se revela à medida que a história avança. Mais não digo, até porque o espaço terminou. Só recomendo o filme, de cowboy americano, e as cenas do western que recordam novo folhetim político do Brasil, com a prisão de Temer.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 49,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.