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Andrea Motis, a trompetista catalã do jazz brasileiro

MÚSICA

Por Flavio de Mattos Atualizado em 30 jul 2020, 19h26 - Publicado em 20 set 2019, 12h01

A jovem trompetista, saxofonista e cantora catalã Andrea Motis, 24 anos, é a mais nova revelação no jazz. Apesar da pouca idade, ela é uma veterana nos palcos de sua Barcelona natal. Começou a estudar o trompete com sete anos de idade. Aos 15, já estava gravando e participando de concertos, junto com seu mentor, o baixista Joan Chamorro e a Sant Andreu Jazz Band, com os alunos da Escola de Música de Sant Andreu, um bairro afastado de Barcelona.

Andrea Motis conta, divertida, sua primeira experiência como star, que se deu por aquela época. Ela era uma das atrações do importante Festival de Jazz de Barcelona. Seu concerto estava programado para a boate Luz de Gaz, uma tradicional casa noturna da cidade, só que proibida para menores de 18 anos. Ela, então com 15, não ia poder tocar em uma boate, pois nem poderia entrar. A apresentação teve de ser transferida para o Teatro Coliseu, onde menores eram aceitos, acompanhados pelos pais.

O envolvimento precoce com a música, fez com que estudo e profissão se desenvolvessem naturalmente na vida de Andrea Motis. Enquanto cursava o curso profissionalizante de música, ela seguia gravando e se apresentando com Joan Chamorro. Participar sempre de jams sessions e oficinas musicais com os importantes músicos de jazz, que passavam por Barcelona, como o maestro Quincy Jones, o cellista Yo-Yo Ma; o saxofonista Scott Hamilton; e o trombonista Wycliffe Gordon, entre outros.

Como cantora, a voz suave de Andrea Motis remete à jovem americana Norah Jones. Como instrumentista, sua referência é Chet Baker, o trompetista de solos melodiosos e o cantor de voz aveludada. E a música brasileira é uma paixão, sempre presente nos discos e shows de Andrea. Seus conhecimentos e repertório vão além dos clássicos de Tom Jobim, conhecidos em todo o mundo, como Chega de Saudade, que ela gravou no álbum Emotional Dance (Impulse! 2017)

Emotional Dance foi o primeiro álbum de Andrea Motis para o selo americano Impulse!, uma referência no mundo do jazz. Na Impulse! gravava simplesmente o grande John Coltrane. Acompanhada dos veteranos Ignasi Terraza, no piano; Joan Chamorro, no baixo; Josep Traver, na guitarra; e Esteve Pi, na bateria, ela explora um repertório variado, com composições próprias e clássicos do jazz como You’d Be So Nice To Come Home To, de Cole Porter.

O segundo álbum de Andrea Motis para a gravadora americana foi lançado neste ano, pelo selo Verve. Com título é em português, Do outro lado do Azul, é seu trabalho mais ousado e mais brasileiro. Ela abre com o clássico, Antonico, que tem um belo vídeo clip rodado nas ruas de Barcelona. Mas vai muito além, com axé, como em Filho de Oxum; com sambas autênticos, como Saudades da Guanabara; e chega na vanguarda paulista de Luiz Tatit, com Baião de Quatro Toques. Uma artista que já chega pronta ao mercado internacional.

No vídeo a seguir temos Andrea Motis, com seu Quinteto, interpretando Dança da Solidão, de Paulinho da Viola. É um peça que também está em seu álbum Do outro lado do Azul.

Flávio de Mattos é jornalista e escreve aqui sobre jazz a cada 15 dias. Dirigiu a Rádio Senado. Produz o programa Improviso – O Jazz do Brasil, que pode ser acessado no endereço: senado.leg.br/radio 

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