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A esquerda celebra o democrata Maduro

Era para lá que Lula, seu candidato Fernando Haddad e aliados caminhavam

Por Ruy Fabiano
Atualizado em 30 jul 2020, 20h02 - Publicado em 12 jan 2019, 10h00

A presença da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, na posse, internacionalmente contestada (inclusive pelo Brasil), do ditador venezuelano Nicolás Maduro, formaliza e confirma (para quem tinha dúvida) o apoio da esquerda brasileira àquele regime totalitário.

Mais que isso, sinaliza o rumo do qual o Brasil começou a se desviar com o impeachment de Dilma, em 2016, e se dissociou por inteiro em decorrência das eleições de outubro passado.

Era para lá que Lula, seu candidato Fernando Haddad e aliados caminhavam, insistindo em apontar o regime venezuelano como “democrático até demais”, nas palavras do ex-presidente, que fez campanha para a eleição de Maduro, em 2013.

A “democracia” venezuelana, no entanto, ostenta indicadores que a desmentem ostensivamente e a mostram como o avesso da imagem que a si própria atribui. Mussolini se sentiria em casa.

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Os refugiados venezuelanos em todo o mundo, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas e a Organização Internacional para as Migrações, somam 4 milhões, sendo que, de 2015 para cá – portanto, já na Era Maduro -, são mais de 2,3 milhões.

A ONU projeta que o número de refugiados, até o final deste ano, pode chegar a mais de 5,3 milhões. Haja democracia.

Há, segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, 236 presos políticos, privados do devido processo legal, que se somam aos 7.210 cidadãos processados por “crimes de opinião” – e, em decorrência, com os seus direitos de ir e vir restringidos.

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Segundo a mesma fonte, de 2014 para cá (sob Maduro), houve 12.480 prisões arbitrárias, o que dá uma média de 50 por mês.

Dados do Comitê Contra a Tortura (da ONU) dão conta de que 3 mil desses presos foram submetidos a torturas.

Nos protestos de rua, no mesmo período, foram executadas aleatoriamente, em meio a multidão, nada menos que 200 pessoas. Os executores eram milicianos, a bordo de motocicletas.

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No quesito execuções por “crimes políticos”, há bem mais: segundo a Anistia Internacional, o total é de 8.200 pessoas.

Esse número é 19 vezes o total de mortos e desaparecidos ao tempo do regime militar brasileiro, segundo a Comissão da Verdade, instituída pelo PT, que mencionou 424 mortos pelo regime (embora só tenha comprovado 293) e omitiu os 119 que a esquerda matou.

Maduro tornou-se presidente interino em 2012, nos últimos meses de vida de Hugo Chávez, que o indicou para sucedê-lo. Com o apoio de Lula e Dilma e de toda a esquerda latino-americana, foi eleito em abril de 2013, por uma margem de 1,5%.

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A oposição denunciou fraude e pediu recontagem, indeferida pelo Tribunal de Justiça Suprema, nomeado e controlado por Maduro. A reeleição deu-se com nada menos que 54% de abstenções e diversas evidências de irregularidades.

O Legislativo, com maioria oposicionista, não reconheceu o segundo mandato de Maduro – e, por isso, está proibido de legislar.

Nada menos que 13 países latino-americanos, incluindo o Brasil, além de EUA, Canadá, União Europeia e OEA, se recusam a reconhecer o mandato de Maduro, cuja performance também se traduz em números: 1 milhão por cento de inflação, PIB negativo de 15%, escassez generalizada de comida e insumos básicos.

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Em meio a tudo isso, Maduro, sob os aplausos de Gleisi Hoffmann e representantes da CUT, PCdoB e Central de Movimentos Populares do Brasil, chamou diversas vezes Bolsonaro de fascista – e proclamou-se um democrata integral, defensor dos direitos humanos.

Pois é.

Ruy Fabiano é jornalista 

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