Todo mundo está falando sobre essa mulher e Trump. Tem algo no ar?
Natalie Harper é a mais fiel assistente do presidente e a boataria só aumenta, incentivada pela estranha vida particular dele
Donald Trump tem uma amante? A imprensa antitrumpista aposta que sim, embora fique no campo das insinuações. Nada sutis, mas não abertamente declaradas.
O fato é que Trump passa a maior parte do tempo particular sozinho, com a mulher Melania limitando ao máximo não só suas funções públicas, como os períodos na Casa Branca. Cada casamento tem seus próprios arranjos, mas é impossível não notar as longas ausências da primeira-dama, inclusive em viagens ao exterior.
Em compensação, Natalie Harper, uma linda loira de 34 anos, está sempre por perto, muitas vezes ultrapassando o papel de assistente. Na cerimônia de retorno dos corpos dos três militares mortos em ataques do Irã a bases americanas no Oriente Médio, ela estava no aeroporto, usando um vestido preto bem curto, mostrando as pernas perfeitas.
Homens poderosos sempre atraem mulheres fascinadas pelo maior dos afrodisíacos, na definição famosa de Henry Kissinger. Susan Wiles, a chefe de Gabinete, conseguiu tirar de perto de Trump a influenciadora Laura Loomer, que até no avião presidencial viajava. Natalie tem um motivo adicional para a proximidade: diz que deve a vida a Trump, por ter liberado um tratamento experimental para o câncer ósseo que a consumia. Costuma deixar cartas empolgadas para o chefe. “Você é tudo que interessa para mim”, diz uma delas, segundo o livro de Maggie Haberman e Jonathan Swan, do New York Times.
Conforme os jornalistas, Trump já disse a assessores que todos vão eventualmente abandoná-lo e seguir suas carreiras para ganhar dinheiro, mas Natalie continuará a seu lado. Ela já foi chamada de “impressora humana” por levar um aparelho onde pode imprimir comentários elogiosos ao presidente. Em 2023, instalou-se no vestiário feminino do clube de golfe de Trump para ficar mais perto dele.
NÚMEROS RUINS
Trump está vivendo uma fase conturbada, com a situação no Irã se mostrando inabordável tanto às iniciativas diplomáticas quanto aos ataques militares. De que adianta ter as forças armadas mais poderosas da história se não consegue dobrar um país como o Irã? Descobrir os limites do poder é sempre uma experiência desagradável.
No caso do Irã, também implica em perda de popularidade. Pela média das pesquisas mais importantes, Trump está com 41,1% de aprovação e 57,2% de desaprovação. Até entre comentaristas de direita já começou a se difundir a expressão “atoleiro” para definir a situação no Irã.
São números ruins, que apontam para maus resultados na eleição legislativa de novembro. Sem maioria na Câmara ou no Senado, Trump vira um presidente de mãos amarradas.
O encantamento de uma assistente muda isso em nada. As aventuras extraconjugais de presidentes americanos têm um longo histórico, desde o longo relacionamento de Franklin Roosevelt com Lucy Mercer Rutherford, secretária de eventos da mulher Eleanor (ela própria envolvida com outra mulher) até a tempestade desencadeada pelo caso de Bill Clinton com Monica Lewinsky. Clinton sobreviveu ao processo de impeachment porque os democratas tinham maioria no Senado. É essa maioria que está ameaçada na eleição de novembro e a loira Natalie Harper pode virar um pretexto adicional, seja lá qual for a natureza de seu relacionamento com Trump.
Em qualquer hipótese, ela já tem um poder tremendo. O senador Lindsey Graham, cuja morte súbita chocou o Partido Republicano, dizia que Natalie era a guardiã do acesso a Trump, fosse para um jogo de golfe, fosse “o tema mais delicado de política externa”. Uma guardiã linda, loira e extremamente dedicada só pode provocar todo tipo de boato.







