Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
Vilma Gryzinski Mundialista Por Vilma Gryzinski Se está no mapa, é interessante. Notícias comentadas sobre países, povos e personagens que interessam a participantes curiosos da comunidade global. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Presidencial americana: o mundo segundo “Crazy Bernie”

Sanders não ganhou apenas a primária de New Hampshire, está em primeiro lugar nas pesquisas nacionais entre os democratas; já é para arrancar os cabelos?

Por Vilma Gryzinski Atualizado em 30 jul 2020, 19h10 - Publicado em 12 fev 2020, 09h40

Sobre Joe Biden, coitado, nem se fala mais.

O colapso anunciado, mas mesmo assim ainda chocante, que o deixou em quinto – repetindo, quinto – lugar nas primárias do estado de New Hampshire é nada menos que patético.

O assunto agora é Bernie Sanders, sem excluir o segundo colocado, Pete Buttigieg, que está bem na fita. Talvez Amy Klobuchar, com um honroso terceiro lugar em New Hampshire, como uma potencial candidata a vice-presidente.

Correndo por fora, Michael Bloomberg, o multibilionário que ainda não entrou nessa fase da disputa, mas planeja ocupar o “campo do meio”, uma opção de candidato viável para enfrentar Donald Trump.

Mais importante do que a primária de New Hampshire, que tem mais valor simbólico do que em número de delegados, é o resultado de uma pesquisa em nível nacional que dá, pela primeira vez, a vantagem para o senador tão esquerdista que poderia concorrer a um mandato pelo PSOL se fosse brasileiro.

Diz a pesquisa: Bernie com 25%; Biden, 17%; Bloomberg, 15%; Elizabeth Warren, 14%; Pete Butttigieg, 10%; Amy Klobuchar, 4%.

Todo mundo já ouviu umas mil vezes que pesquisas retratam apenas um momento nas inclinações do eleitor. Ainda mais numa disputa como a atual, cheia de surpresas.

Tudo, tudo mesmo, pode mudar até a convenção democrata que escolherá o candidato do partido. E, a partir daí, a campanha presidencial propriamente dita.

Muito da ascensão de Bernie se deve ao derretimento de Biden. A participação nas primárias, até agora, foi mais fraca do que em 2016, quando os “sanderistas” emergiram, fazendo um barulho danado.

Mesmo assim, vale a pena dar uma olhada nas propostas do senador independente, que só disputa a candidatura pelo Partido Democrata por conveniência.

São estas propostas que levaram Donald Trump a apelidar Sanders de “Crazy Bernie”. Dar apelidos ofensivos aos adversários é uma das características mais condenáveis de Trump e lhe vale, merecidamente, a fama de praticante de bullying em escala presidencial.

Continua após a publicidade

Mas vejam algumas das propostas de Bernie Sanders.

Fazer uma lei que “garanta que todo mundo tenha um emprego estável que pague o salário mínimo”.

Nem precisa dizer onde, quando e por quem foi criado o conceito de pleno emprego garantido por comando estatal. Nem quais foram os resultados.

Isso num momento em que a economia favorável e a desregulamentação promovida por Trump criaram uma das mais baixas taxas de desemprego de todos os tempos, 3,6%.

E o que faria o pessoal do emprego garantido por Sanders? Ora, facílimo. O New Deal Verde, um delírio pseudoecológico criado pela deputada Alexandria Ocasio-Cortez, sanderista de primeira hora, vai “criar 20 milhões de empregos para reconstruir nossa infraestrutura e criar um sistema de energia 100% sustentável”.

O custo desse delírio já foi calculado em até 90 trilhões de dólares.

Diante disso, parece até baratinho tirar 2,5 trilhões para “construir 10 milhões de moradias” populares. Sem falar em controlar aluguéis, “proibir a especulação” e outros sonhos da esquerda que nunca saem do papel.

Sem falar em universidade de graça para todos, “cortar pela metade a população prisional”, reformular e “humanizar” o sistema de imigração e eliminar os órgãos encarregados de controlar os clandestinos.

Várias das propostas têm objetivos nobres, como é comum no pensamento de esquerda, como “criar uma nação em que todas as pessoas sejam tratadas de forma igual”.

Bernie Sanders acha que isso aconteceu em Cuba.

Imaginem o pânico dos quadros democratas que conhecem o repúdio provocado por ideias radicais exatamente entre os eleitores que eles pretendem atrair para fora do rebanho de Trump.

Já os sanderistas estão com o fogo todo, naquele espírito de eleição de diretório acadêmico.

Vai que a coisa dá certo?

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês