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O “Rei” e o plebeu: a batalha contra o silêncio

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Por Maria Carolina Maia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 14 ago 2018, 00h17 - Publicado em 31 Maio 2010, 19h13
Paulo Cesar de Araújo, no Festival da Mantiqueira, em São Francisco Xavier (Foto: Cintia Sanchez/Divulgação)

O escritor Paulo César de Araújo encontrou uma nova estratégia para falar do “Rei” Roberto Carlos, que em 2007 o silenciou ao tirar de circulação 11.000 exemplares de Roberto Carlos em Detalhes, biografia em que o professor universitário havia investido 15 anos de sua vida. Roberto estará presente, de algum modo, em uma obra construída a partir da sua ausência. “Vou falar das entrevistas que fiz com Tom Jobim, enquanto tentava falar com Roberto Carlos, com Caetano Veloso, enquanto tentava falar com Roberto Carlos, com Waldick Soriano, enquanto tentava falar com Roberto Carlos”, contou, em tom de troça, o autor, que em 15 anos de pesquisa nunca foi recebido pelo “Rei”, seu objeto de estudo.

Paulo César de Araújo foi, ao lado de Guilherme Fiúza, que acaba de lançar livro sobre o humorista Bussunda, um dos nomes do debate sobre biografias realizado no Festival da Mantiqueira, neste domingo. Em conversa com VEJA.com, o professor contou que seu próximo livro será lançado pela Companhia das Letras a partir de 2011. “Não deve sair este ano, pois ainda estou em fase de redação”, disse.

Apesar da nova obra, uma espécie de negativo da primeira, que aborda o “Rei” de frente, Araújo não desistiu de brigar pelo direito de relançar a biografia de Roberto Carlos. “Se passei 15 anos preparando o livro, posso passar outros 15 lutando por ele. Roberto Carlos não sabe, mas eu sou terrível”, disparou num tom de brincadeira, embora sério, seu recado ao “Rei”, durante o bate-papo com Fiuza. “Meu arquivo sobre Roberto Carlos, aliás, continua atualizado.”

Para o autor, a editora Planeta, então responsável pela obra, agiu de maneira “covarde” ao abdicar da brigar pelo título. O erro da empresa se comprovaria pelo interesse social gerado pela obra, hoje de domínio público.  “Após a proibição, aconteceu quase que um ato de desobediência civil. O livro caiu na internet e hoje é fácil baixá-lo ou encontrá-lo no camelô. A biografia pertence a todo mundo, menos ao autor, que não pode fazer nada com ela.”

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Os 15 anos de pesquisa que resultaram em Roberto Carlos em Detalhes renderam também Eu Não Sou Cachorro, Não, a respeito de Waldick Soriano e da música romântica – ou brega, para evitar eufemismos. E, em outro processo de desdobramento, o segundo livro de Araújo vai gerar outra obra. Eu Não Sou Cachorro, Não será adaptado para o cinema, em forma de documentário. A direção será de Helena Tassara.

Maria Carolina Maia

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