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Joe Sacco: “um trabalho muito intenso”

Com um trabalho ousado em história em quadrinhos, o jornalista Joe Sacco, que vive nos Estados Unidos, transpõe para a linguagem das graphic novels os conflitos na Palestina e nos Bálcãs. Nessa entrevista, falou de como é a sua forma de trabalhar. Desde os anos 80 a indústria de quadrinhos mudou muito. Saiu das lojas […]

Por Da Redação Atualizado em 31 jul 2020, 11h24 - Publicado em 9 jul 2011, 15h31


Com um trabalho ousado em história em quadrinhos, o jornalista Joe Sacco, que vive nos Estados Unidos, transpõe para a linguagem das graphic novels os conflitos na Palestina e nos Bálcãs. Nessa entrevista, falou de como é a sua forma de trabalhar.

Desde os anos 80 a indústria de quadrinhos mudou muito. Saiu das lojas de quadrinhos e encontrou um lugar nas livrarias. Agora é um material principal fonte de filmes e que está chegando a um público mais mainstream. O jornalismo também sofreu alterações com a internet. Você acha que seu sucesso é um resultado dessas mudanças?

Meu sucesso é decorrência de muito trabalho. Mas, de fato, a internet mudou a maneira de os jovens se relacionarem com a informação. Não posso falar o mesmo das pessoas de mais idade que já não tem muita simpatia com o meu trabalho.

Você se vê como o criador de um subgênero nos quadrinhos e jornalismo? Você teria uma teoria para descrever esse seu trabalho?

Eu estudei jornalismo e eu era apaixonado por comics. Não tenho teoria a respeito do meu trabalho. Tudo aconteceu acidentalmente. Usando as ferramentas que aprendi no jornalismo, eu fui desenvolvendo o meu trabalho. Para criar os personagens, eu vou ao lugar, faço entrevistas, tiro fotos para depois reproduzí-las na linguagem gráfica.

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Você enfrenta a resistência de outros jornalistas e da comunidade em quadrinhos? Isso te incomoda?

Não, não.. Eles são jornalistas, trabalham com a notícia, não podem perder tempo em fazer um história como eu me proponho a fazer. E não sinto competição com os que fazem histórias em quadrinhos.

Patrick Cockburn, jornalista que cobre o Oriente Médio, disse sobre seu livro, Notas de rodapé em Gaza, em artigo para The New York Times:”a vivacidade e o ritmo de desenhos de Sacco, combinada com uma narrativa altamente informada, conseguem contar a história de forma brilhante. Na verdade , é difícil imaginar como qualquer outra forma de jornalismo pode fazer estes eventos tão interessantes”. Você concorda com ele? Fazer quadrinhos para contar histórias é uma forma que não se consegue em outras plataformas?

Bem, concordo com ele. Realmente, é difícil contar história sobre eventos tão desagradáveis. Você vê filme sobre esses assuntos na tela de um cinema, mas não tendo as imagens nas suas mãos. O leitor pode virar a página ao ver uma cena desagradável no meu livro, ou o contrário, se interessar em ver os detalhes do desenho.

Em edições especiais de seus livros podemos ver a precisão dos seus desenhos. Edifícos e as pessoas estão bem representadas. Como você escolhe os momentos e quão importante você considera os detalhes em suas histórias?

Eu sou jornalista, então, eu dou atenção as coisas que irão reproduzir a notícia, o aconteciemento. E eu vou ao local, fotografo, entrevisto as pessoas, procuro saber como era aquela rua antes do bombardeio. E depois detalho em desenho. É um trabalho muito intenso.
Por Lilian Fontes

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