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‘Niemeyer, o melhor e o pior da arquitetura brasileira’

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Por Maria Carolina Maia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 13 ago 2018, 17h27 - Publicado em 4 jul 2013, 17h19

 

O tradutor Ángel Gurría-Quintana tinha razão. Mediador da mesa “As medidas da história”, que juntou no palco da Tenda dos Autores, centro das discussões da Flip, o crítico de arquitetura Paul Goldberger e o arquiteto português Eduardo Souto de Moura, vencedor do Pritzker, o Oscar da área, em 2011, ele apontou que uma declaração de Goldberger feita já no final da mesa seria a manchete de muitos veículos de imprensa. “Niemeyer foi ao mesmo tempo a melhor e a pior coisa que poderia ter acontecido para a arquitetura brasileira. Ele tornou a arquitetura brasileira no mundo todo, mas fez sombra sobre todos os outros que atuavam no país”, disse Goldberger, em um debate que buscou paralelos com a literatura, mas, para parafrasear o crítico e também fazer uma crítica, resultou no mais próximo e distante da essência do evento de Paraty.

“Niemeyer conseguiu fazer com que a arquitetura contemporânea se tornasse o símbolo de um país”, continuou Goldberger, ao mesmo tempo crítico e diplomático. “Isso é algo extraordinário. E, mesmo com todos os problemas do Niemeyer, isso é algo pelo que devemos agradecê-lo.” Entre os arquitetos brasileiros (ou atuantes no Brasil) ofuscados pelo carioca, Goldberger citou Lina Bo Bardi, autora de projetos como o Masp e o Sesc Pompeia. “A Lina Bo Bardi foi injustiçada duas vezes: pelo fato de ser mulher, em um mundo muito machista, e pela sombra de Niemeyer.” Souto de Moura, que também não chegou a fazer declarações de amor pelo carioca, fez uma ponderação similar. “Havia uma arquitetura moderna finlandesa porque havia o Alvaro Aalto, que estava ali a fazê-lo. No Brasil, houve uma arquitetura moderna porque havia Niemeyer. Ele aproveitou a herança portuguesa e os elementos de brasilidade. É uma inspiração.”

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