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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

TSE ataca a mentira mais emblemática do governo Bolsonaro

Entenda

Por Matheus Leitão Atualizado em 12 Maio 2022, 17h51 - Publicado em 10 Maio 2022, 18h06

A resposta que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu às Forças Armadas nesta segunda, 9, sobre a integridade das urnas eletrônicas e do processo eleitoral brasileira é, na verdade, uma resposta ao presidente Jair Bolsonaro e à fake news mais emblemática levantada pelo atual governo.

Apesar de ter passado toda a sua vida política sendo eleito por meio desses equipamentos, o presidente desmereceu as urnas eletrônicas durante a maior parte do seu mandato. Assim como Bolsonaro, seus filhos também questionam a segurança das urnas que os elegeram nos últimos anos.

O que o presidente quer é levantar dúvidas sobre todo o processo para que, caso ele perca as próximas eleições, tenha uma justificativa para dar aos seus eleitores. Ao ver que as estratégias da extrema direita estão caindo em vários países do mundo, Bolsonaro tenta uma jogada desesperada para se manter no poder.

O fato é que nenhum extremista gosta de aparecer como derrotado e é exatamente esse o circo que Bolsonaro está armando. Se ganhar, finge que nada aconteceu. Se perder, vai dizer que as eleições foram fraudadas.

O objetivo dele, ao colocar as eleições em xeque, é criar tumulto. A exemplo do que aconteceu com Donald Trump nos Estados Unidos, que perdeu a disputa pela reeleição e levantou dúvidas sobre o processo norte-americano, o presidente do Brasil já começa a inflamar seus seguidores para uma movimentação em caso de derrota.

Por isso a resposta do TSE é tão importante. Enquanto as Forças Armadas funcionam como um “ventríloquo” ao questionar o processo eleitoral a mando de Bolsonaro, o tribunal liderado por Edson Fachin (foto) mantém a postura democrática, responde as dúvidas e reafirma a segurança das eleições.

Ao dizer que não há uma “sala escura” para apuração da eleição, por exemplo, o TSE desmonta diretamente uma suposição de Bolsonaro, que sugeriu recentemente que havia uma sala secreta que centraliza a apuração dos votos.

A resposta foi endereçada às Forças Armadas, mas atinge diretamente o presidente da República. Bolsonaro deveria se envergonhar – está bem, eu sei que ele não tem vergonha, nem de coisas piores – por manter um discurso claramente falso e parar de questionar a segurança de um processo que funciona há anos e que, inclusive, o colocou no poder.

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