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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

Os novos recados de Lula e… os elogios à China

Artigo mostra posição do ex-presidente em relação à política econômica atual e critica a falta de investimento em ciência 

Por Matheus Leitão 4 jan 2022, 13h10

O ex-presidente Lula, favorito para vencer as eleições presidenciais em 2022, criticou o modelo econômico adotado pelo atual governo no Brasil e elogiou a política de Estado da China no artigo “Educação e ciência para reconstruir o Brasil”, publicado na Folha de S. Paulo nesta segunda, 3.

Para o petista, o Brasil está caminhando em direção ao obscurantismo com o desmonte de instituições e a busca pelo Estado mínimo.

“O desmonte das instituições públicas, na direção do Estado mínimo, é a marca de um governo que aprofunda a agenda neoliberal e um ajuste fiscal irrealista. Vamos na direção oposta da China e outros países. Ultrapassando as piores previsões, caminhamos rumo ao obscurantismo, sob um governo que nega a ciência em cada um de seus atos”, escreve Lula no artigo.

As declarações atacam diretamente o liberalismo defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que ainda tenta, no último ano do mandato de Jair Bolsonaro, colocar em ação seus planos frustrados de privatização de várias instituições. Fracassou até o momento.

O posicionamento de Lula é importante, mas cabe destacar a importância do equilíbrio. Já está claro que o estado mínimo não funciona, principalmente num país cheio de desigualdades e carências como o Brasil. Mas, aumentar de forma descontrolada os gastos públicos cria desequilíbrios econômicos. O governo Dilma agiu para aumentar o poder do estado na economia e nos colocou em uma crise que tentamos superar até hoje.

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Ao elogiar o desenvolvimento da China, Lula ressaltou a importância de investir em educação e ciência e tecnologia. E esse é o centro do artigo, o estímulo ao investimento em ciência, tecnologia e inovação. Por isso, foi escrito junto com o cientista Sérgio Rezende, ex-ministro da Ciência e Tecnologia no próprio governo Lula. O texto enfatiza que esses investimentos permitem um desenvolvimento econômico “mais equânime”.

“O domínio em larga escala de C&T é condição necessária para tornar as empresas competitivas globalmente, aumentar a riqueza e fortalecer a soberania das nações. O exemplo recente mais notável de país que usou educação e C&T para mudar o rumo de sua história é o da China”, apontam os autores.

Na conclusão do artigo, Lula faz questão de falar sobre os desafios do próximo governo no país. Se as pesquisas de intenção de voto estiverem corretas, o ex-presidente tem chances de vencer a disputa presidencial em primeiro turno e será o responsável por vencer essas dificuldades.

“O próximo governo terá o enorme desafio de retomar o crescimento econômico, criar empregos, superar a pobreza e reduzir a desigualdade”, escreve o ex-presidente.

O investimento em ciência é mais do que nunca necessário, como se pôde ver nessa pandemia. O desafio sempre foi o de aumentar o estímulo ao investimento do setor privado, fazer os investimentos que são próprios do setor público, e ao mesmo tempo manter o equilíbrio das contas públicas.

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