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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

Os dois conflitos urgentes que podem implodir a campanha de Bolsonaro 

Entenda por que o presidente precisa resolver os atritos internos com urgência

Por Matheus Leitão Atualizado em 25 jan 2022, 11h08 - Publicado em 25 jan 2022, 10h11

Esta coluna mostrou que os principais presidenciáveis enfrentam problemas no início deste ano eleitoral, mas o bolsonarismo vive um conflito ainda mais difícil: está se quebrando por dentro com aliados se afastando, ex-aliados criticando a gestão e conflitos dentro da própria família Bolsonaro.

Um dos principais pontos de atrito foi criado pelo ex-ministro Abraham Weintraub. De volta ao Brasil para lançar sua pré-candidatura ao governo de São Paulo, o ex-integrante da equipe do presidente Jair Bolsonaro chegou disposto a criticar o atual governo pelas alianças com o Centrão.

“Um grande obstáculo que nós conservadores estamos passando, sendo atacados continuamente, e substituídos por essa turma do centrão que você citou”, disse Weintraub durante uma live na semana passada.

No Twitter, Weintraub e seu irmão, Arthur, travaram uma briga com o secretário especial da Cultura Mário Frias e com Eduardo Bolsonaro.

Depois que Mário Frias curtiu uma publicação nas redes sociais que sugeria a possibilidade de prisão de Abraham Weintraub, o irmão do ex-ministro reagiu em um vídeo: “o que você acha de um secretário de Cultura que dá like e depois confirma e tripudia, falando ‘dei like mesmo’, para prisão ilegal de pessoas que não cometeram nenhum crime?”, questionou.

A atitude dos irmãos Weintraub tem gerado atrito entre Bolsonaro e o filho Eduardo. O filho acusa o pai de ter aberto as portas do Palácio do Planalto para o ex-ministro da Educação, enquanto o pai acusa o filho de ter apoiado a entrada de Abraham e de ter elogiado o ex-ministro.

O bolsonarismo também sofre com os atuais aliados do Centrão. Recentemente, Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, sugeriu que o mensalão foi uma invenção do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB). Os dois políticos são bem conhecidos por virar a casaca. Apoiaram Lula e o PT no passado e hoje se aliam ao presidente Jair Bolsonaro.

 Valdemar foi um dos responsáveis pela filiação de Bolsonaro ao PL. Roberto Jefferson chegou a ser preso pela defesa radical daquilo que o presidente também defende. Os dois aliados, contudo, estão em atrito e isso pode respingar em Bolsonaro.

 Faltando alguns meses para as eleições, o presidente precisa organizar a casa para que sua campanha não seja ofuscada pelas brigas de ego que acontecem no seu quintal.

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