Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

O raro general que bate de frente com Bolsonaro

Entenda

Por Matheus Leitão Atualizado em 31 mar 2022, 09h37 - Publicado em 30 mar 2022, 10h45

O general da reserva Joaquim Silva e Luna não fez como outros colegas de fardas, se calando diante de impropérios de Jair Bolsonaro.

Não, não. Não agora.

O presidente da Petrobras, como vinha apontando a coluna, acabou demitido (sairá no mês que vem), mas resolveu enfrentar o presidente da República.

“Não há lugar para aventureiro dentro da empresa hoje. A não ser que mude a legislação. Mude a lei, mude a Constituição, aí tem. Mas hoje não tem espaço para aventureiro dentro da empresa”, afirmou Silva e Luna um dia após Bolsonaro intervir na Petrobras e encurtar o mandato dele que iria até 2023.

Sim, Joaquim Silva e Luna trabalha para o presidente há mais de 340 dias, mas não abaixou a cabeça para o método bolsonarismo nesta saída da estatal do petróleo.

Num ano eleitoral conturbado – em que o reajuste de 18,77% na gasolina e o de 24,9% no diesel na refinaria atrapalha os planos do presidente -, Bolsonaro tenta de tudo para ferir novamente a democracia brasileira, como já vinha fazendo em relação à outras instituições: a Ex-Polícia Federal, o Ex-Ministério Público Federal, o Ex-Coaf…

Continua após a publicidade

Agora quer transformar a empresa em Ex-Petrobras…

Joaquim Silva e Luna, por hora, não deixou. Adriano Pires, bastante conhecido no meio, dificilmente conseguirá fazer o que Bolsonaro realmente quer, que é mudar a política de preços da Petrobras. Existem leis. Lei das estatais, lei das empresas de capital aberto e o estatuto da empresa…

“Não, a empresa [Petrobras] não pode fazer política partidária, a empresa não pode fazer política pública. Não pode, não pode fazer. É a lei que não permite”, completou o general Silva e Luna.

Se a ideia do presidente é mostrar para os seus seguidores mais extremados que está tentando, nem isso será possível. Como mostrou a coluna, até mesmo eleitores de extrema-direita Bolsonaro apontam que a gestão atual tem responsabilidade pela inflação alta.

É o Bolsonaro acuado e desesperado.

Podem esperar que ele, o presidente, tentará dar uma de aventureiro contra a Petrobras.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês