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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

Lula, Macron e o recado para Bolsonaro

Presidente francês afaga petista na França, e mantém repúdio ao atual chefe de Estado brasileiro 

Por Matheus Leitão Atualizado em 18 nov 2021, 10h44 - Publicado em 18 nov 2021, 10h43

O presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu o ex-presidente Lula com honrarias reservadas a altas personalidades e chefes de Estado para discutir temas globais “absolutamente fundamentais”.

Como mostrou a cobertura da imprensa, o encontro foi no Palácio do Eliseu e contou com a presença da guarda republicana, que marchou e se posicionou na escadaria onde Macron recebe os convidados especiais.

As fotos do evento mostram uma sintonia entre os dois líderes políticos internacionais. Macron à mesa e Lula ao fundo, com os assessores Aloizio Mercadante e Celso Amorim.

É preciso lembrar que Macron foi eleito com os votos da direita moderada após ter, como ministro da Economia, apoiado reformas pró-empresariado. Que coisa, não é?

Depois, Macron criou o próprio partido e defendeu, na campanha, reformas econômicas liberais. Contudo, também se posicionou em favor de medidas progressistas relacionadas às famílias. Ou seja, se aproximou do centro e ganhou de lavada, derrotando a candidata da extrema-direita, Marine Le Pen.

De lá para cá, Macron virou desafeto do presidente Jair Bolsonaro, que ironizou a aparência física da primeira-dama francesa, Brigitte, de 66 anos. O presidente brasileiro também cancelou em cima da hora reuniões com o staff de Macron. Os dois ainda se estranharam diversas vezes sobre o tema meio ambiente.

O presidente Francês chegou a dizer que sentia tristeza pelos brasileiros. “É triste, é triste. Mas é triste acima de tudo para ele e para os brasileiros. Acho que as mulheres brasileiras, sem dúvida, têm vergonha de ler isso de seu presidente”, disse, afirmando esperar que o país tivesse um chefe de Estado à altura do cargo.

Na reunião com Lula, ficou absolutamente claro quem Macron acredita ser esta pessoa neste momento: Lula. Enquanto isso, Bolsonaro vai colhendo o que plantou, com suas grosserias internacionais e posturas incompatíveis com um presidente da República.

É a extrema-direita está se isolando no mundo, enquanto a esquerda vai tentando, a todo custo, se reorganizar.

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