Com Lira, a mais nova derrota de uma delação premiada
Instituto completou 23 anos no Brasil e caiu em descrédito
O instituto da delação premiada, outrora tão exaltado no país, sofreu mais uma derrota importante nesta terça, 6, assim como aconteceu várias vezes na Operação Lava Jato.
É que o Supremo Tribunal Federal arquivou uma investigação contra o presidente da Câmara, Arthur Lira, que se sustentava numa colaboração feita após a apreensão de R$ 106 mil em dinheiro com um assessor parlamentar. Isso, em 2012.
A legislação estimula bandidos a colaborar com investigações criminais em troca de benefícios importantes, como a redução da pena em dois terços ou até o perdão judicial.
O Brasil passou a prever a delação premiada no ano 2000, mas alguns dos principais criminalistas do país – como Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay – se recusam a aceitar clientes que denunciam esquemas criminosos desta forma.
O caso mais notório de delação premiada no Brasil permitiu comprovar o envolvimento do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e de dezenas de políticos no esquema de corrupção conhecido como mensalão do DEM, no fim de 2009.







