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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

Bolsonaro finge, mas não consegue esconder um temor

Saiba o que é, segundo interlocutores do governo

Por Matheus Leitão Atualizado em 20 Maio 2022, 14h44 - Publicado em 18 Maio 2022, 08h22

A tentativa de Jair Bolsonaro de se autoafirmar e de convencer os outros sobre sua honestidade revela um medo que vem crescendo conforme as eleições de outubro se aproximam.

O presidente tem medo de perder a disputa para Lula, que lidera as pesquisas, e de ser preso quando não tiver mais foro privilegiado, garantiram à coluna interlocutores do governo.

Durante evento em São Paulo nesta segunda, 16, Bolsonaro nem escondeu que isso passa pela sua cabeça. Mostrando nervosismo e soltando palavrões, afirmou que nunca será preso.

“Porque mais da metade do meu tempo eu me viro contra processos que até já falam que eu vou ser preso. Por Deus que está no céu, eu nunca serei preso”, afirmou o presidente.

A convicção esconde esse temor, contudo.

Bolsonaro quer tanto convencer seu público, mas não se esquece que os processos que o envolvem podem, sim, terminar em algum tipo de punição, ainda que não seja a prisão. E ele não poderá evitar isso.

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O pior é que não é a primeira vez que o presidente diz algo assim.

Durante as manifestações de 7 de setembro, em meio aos ataques que fez ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à democracia, Bolsonaro já havia dito que não seria preso. “Quero dizer aos canalhas que eu nunca serei preso”, esbravejou.

Os inquéritos envolvendo seu nome apontam para outra direção.

No STF, o presidente já apareceu em uma investigação envolvendo uma live de outubro de 2021 na qual apontou ligação entre a vacina contra a Covid-19 e a aids.

Já respondeu a um processo que analisou uma possível interferência na Polícia Federal, continua a responder a um que investiga a disseminação de fake news, a outro sobre irregularidades na compra da vacina Covaxin e a uma apuração sobre a divulgação de documentos sigilosos relacionados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O presidente pode não perder em outubro e permanecer com a proteção que o cargo lhe dá.

Mas, se perder as eleições como as pesquisas indicam até aqui, Bolsonaro terá muitos motivos para se preocupar e suas falas rudes não serão suficientes para impedir que o algo que não deseja… aconteça.

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