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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

A nova vergonha do Twitter em relação às fake news

Rede social precisa sair da inércia com análise de conteúdos no Brasil. Já passou da hora de agir

Por Matheus Leitão Atualizado em 6 jan 2022, 13h31 - Publicado em 6 jan 2022, 13h10

Uma hashtag que alcançou os trending topics no Twitter nesta quarta, 5, trouxe à tona uma polêmica que precisa ser resolvida com urgência pela rede social.

A #TwitterApoiaFakeNews, que estava entre os assuntos do momento no Brasil, é mais um grito dos seguidores que estão cansados de ler mentiras na linha do tempo da rede.

Uma das principais reclamações de quem subiu a hashtag é o grande número de comentários antivacina que continuam sendo espalhados pelo Twitter sem nenhum tipo de análise pela plataforma.

Seguidores bolsonaristas, frequentemente motivados pelo presidente do país, insistem em publicar informações sem nenhum embasamento científico com o único objetivo de amedrontar a população sobre a imunização, o que fez os números da Covid despencarem nas últimas semanas.

O perfil Sleeping Giants Brasil foi um dos responsáveis por divulgar a hashtag e apoia, inclusive, a disponibilização de uma opção para denúncia de fake news dentro do Twitter.

“O @TwitterBrasil precisa ouvir os usuários de sua plataforma que não aguentam mais tanta desinformação. Precisamos de um posicionamento e uma opção para denunciarmos a desinformação, que já existe nos Estados Unidos. Usem a hashtag #TwitterApoiaFakeNews e ajudem a pressionar”, escreveu o perfil.

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Nos Estados Unidos, o Twitter já possui um controle mais rígido do conteúdo que seus seguidores publicam. No início do ano passado, por exemplo, a rede social suspendeu permanentemente a conta do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump “devido ao risco de prolongamento da incitação à violência”.

Na última segunda, 3, a plataforma baniu permanentemente a conta pessoal da congressista norte-americana Marjorie Taylor Greene “por repetidas violações de nossa política de desinformação sobre a Covid-19“.

Se esse mesmo controle fosse feito no Brasil, centenas de contas já teriam sido suspensas, incluindo a do presidente Jair Bolsonaro, que já divulgou informações inverídicas sobre diversos assuntos.

Nesta semana, em mais uma polêmica sobre esse controle, o Twitter inseriu o selo de verificação de autenticidade no perfil “Te Atualizei”, de Bárbara Destefani. A ativista bolsonarista já foi acusada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de espalhar mentiras nas redes sociais, mas conseguiu o selo do Twitter como uma conta verificada.

Como revelou a Mônica Bergamo, o Ministério Público Federal pediu, nesta quinta-feira, 6, que o Twitter preste esclarecimentos sobre a ausência de um canal de denúncias de conteúdos falsos sobre a pandemia na rede social.

O Brasil vai passar por um ano eleitoral e a tendência é de que as fake News se espalhem ainda mais. É urgente que o Twitter tome uma atitude para coibir a desinformação em sua plataforma. Aliás, deveria ter feito há muito tempo e não esperado a pressão de internautas ou do MPF.

Não dá para “lavar as mãos” diante de um problema que pode causar consequências sérias para todo o país.

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