A nova rodada da pesquisa Quaest – desta vez na Bahia – mostra uma grande oportunidade que o PT e Lula estão perdendo ao não conter suas brigas e disputas internas.
Quarto maior colégio eleitoral do país, o estado baiano mostra uma diferença enorme entre a pesquisa espontânea, quando os candidatos não são apresentados aos eleitores, e a estimulada.
Na espontânea, 59% não escolheram. Assim que a pergunta chega ao eleitor a coisa imediatamente muda.
Por exemplo, perguntado se o eleitor prefere alguém ligado ao Lula ou ao Bolsonaro, o petista consegue 53%. Ou seja, há um grande espaço para a esquerda vencer também o governo estadual.
Mas quem é do estado sabe: houve um grande conflito na coalizão do governador Rui Costa e a divisão entre os petistas baianos – o próprio Costa e Jacques Wagner – e, com isso, o PT vai perdendo a chance de vencer por lá.
Óbvio que, na estimulada, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto aparece com muita força, como preferência de 66% a 59%, dependendo do cenário.
O recado que fica é que se a esquerda quiser ter alguma chance no governo da Bahia… terá que rapidamente se entender e ter um candidato, já que 53% querem um candidato ligado a Lula
ACM Neto carrega uma imagem construída por gerações, e está com a rejeição baixa, mesmo tendo sido prefeito de Salvador por muitos anos. Por isso, não há tempo a perder.
As chances de o PT continuar a governar o Estado vão diminuindo a cada dia. Essas brigas internas do PT paralisaram o partido.
Otto Alencar não aceitou se candidatar ao governo e todo o plano para uma coalizão competitiva do Rui Costa desmoronou, como disse. Com isso, o PT deve concorrer com um candidato fraco.
Quem poderia desequilibrar Lula, como a pesquisa mostra, e Rui Costa, este com avaliação positiva. Mas até agora nada. Enquanto isso, os números ainda mostram que Bolsonaro nem precisa ir à Bahia nesta eleição.







