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Torres nega ter tratado com Bolsonaro sobre Ribeiro durante viagem aos EUA

Ministro da Justiça estava em comitiva presidencial no mesmo dia que o ex-ministro da Educação disse à filha ter falado com Bolsonaro sobre ação da PF

Por Redação Atualizado em 27 jun 2022, 09h55 - Publicado em 26 jun 2022, 13h08

O ministro da Justiça, Anderson Torres, negou que tenha tratado com o presidente Jair Bolsonaro, durante a viagem de ambos aos Estados Unidos, no início de junho, a respeito da operação da Polícia Federal que miraria o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro. Em publicação no Twitter neste domingo, 26, Torres afirmou que nega “categoricamente” ter falado com Bolsonaro sobre o assunto. “Absolutamente nada disso foi pauta de qualquer conversa nossa, na referida viagem”, diz o ministro.

A publicação do ministro da Justiça, ao qual a PF está hierarquicamente subordinada, responde ao que Anderson Torres classificou como “especulação” em torno de informações privilegiadas que Bolsonaro possa ter obtido e passado a Ribeiro. Em função da suposta interferência do presidente, a investigação sobre Milton Ribeiro foi remetida pelo juiz federal Rodrigo Borelli, da 15ª Vara Federal do Distrito Federal, ao Supremo Tribunal Federal (STF). O caso tem como relatora a ministra Cármen Lúcia.

Em um grampo da PF, feito sob autorização judicial, o ex-ministro da Educação disse à sua filha que havia falado com Bolsonaro naquele dia, 9 de junho, ocasião em que o presidente lhe disse estar com “pressentimento” e que “achava” que poderia haver mandados de busca e apreensão contra Ribeiro. Naquele dia, Bolsonaro estava em Los Angeles para a Cúpula das Américas, em viagem cuja comitiva incluiu Anderson Torres.

“Hoje o presidente me ligou. Ele está com um pressentimento, novamente, de que podem querer atingi-lo através de mim”, disse Milton Ribeiro à filha. “Ele acha que vão querer fazer uma busca e apreensão em casa, sabe? É muito triste. Bom, isso pode acontecer, se houver indício, mas não há por que, meu Deus”. Em seguida, a filha do ex-ministro o informa que falava com ele por meio de um “celular normal”, ao que Ribeiro responde: “Ah, é? Então depois eu te falo então, tá?”.

Preso pela PF na Operação Acesso pago, deflagrada na quarta-feira, 22, Milton Ribeiro é suspeito dos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa, prevaricação e tráfico de influência. Os delitos teriam sido cometidos em razão da atuação de dois pastores como intermediários informais de repasses de verbas públicas da pasta durante sua gestão, especialmente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Prefeitos relataram que os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, que não tinham qualquer cargo público no Ministério, pediam propina em troca dos repasses.

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