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Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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Quem venceu o embate entre o governo Bolsonaro e o STF nas redes sociais

Levantamentos feitos pela Quaest Consultoria e pela DAPP-FGV quantificaram o tamanho da polêmica na internet e como os eleitores reagiram ao noticiário

Por Da Redação
1 Maio 2022, 15h46

A graça (espécie de indulto individual) concedida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado por ameaçar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e incitar a violência contra as instituições, gerou 1,45 milhão de postagens no Facebook, no Instagram e no Twitter em menos de uma semana. Segundo levantamento feito pela Quaest Consultoria e Pesquisa para reportagem de VEJA desta semana, 52% das menções foram favoráveis à iniciativa de Bolsonaro. Ainda que parte desse montante venha de robôs, a empresa conclui que o presidente “conseguiu mobilizar sua base aliada de forma efetiva, protagonizando o debate”.

arte Redes

Outro estudo, da Diretoria de Análise de Políticas Públicas (DAPP) da FGV, identificou que o caso de Silveira ocupou 11,24% das menções no Twitter entre os perfis de direita, que celebraram a iniciativa – o pico de tuítes (100 000) foi às 18h do dia 21, quando saiu o decreto presidencial.

arte Redes

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Um segundo episódio de embate entre o governo e o Judiciário, a nota do Ministério da Defesa rebatendo o ministro do STF Luís Roberto Barroso, que disse em um seminário internacional que as Forças Armadas parecem estar sendo “orientadas” a atacar o processo eleitoral, também rendeu um número expressivo de publicações nas redes — novamente de forma positiva para Bolsonaro. De acordo com levantamento da Quaest, houve 128 mil menções à nota da Defesa no Twitter, no Facebook e no Instagram entre 24 e 27 de abril, 63% delas favoráveis aos argumentos do governo.

As menções críticas à nota, assinada pelo ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, representaram 32% do total, com predomínio do argumento de que as Forças Armadas não deveriam interferir nas eleições. Houve ainda 5% de menções neutras, sobretudo de matérias jornalísticas que apenas noticiaram a divulgação da nota.

As próximas pesquisas de intenção de voto devem dizer se confrontos como esses servem só para agitar os apoiadores radicais ou se também trazem dividendos eleitorais.

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