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Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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Quem é o polêmico lutador que acompanhou Bolsonaro pelas ruas de NY

Renzo Gracie, membro de tradicional clã de lutadores do Brasil, já bateu boca com franceses por causa do presidente e ameaçou agredir críticos do governo

Por Camila Nascimento
Atualizado em 21 set 2021, 16h23 - Publicado em 21 set 2021, 13h02

O lutador Renzo Gracie, que apareceu caminhando pela Quinta Avenida, em Nova York, ao lado do presidente Jair Bolsonaro e do seu assessor especial Max Guilherme Machado Moura, é membro da família Gracie, a mais tradicional no jiu-jitsu brasileiro, e tem um histórico razoável de polêmicas no currículo.

Em 2019, Renzo aceitou o convite do ministro do Turismo, Gilson Machado, então presidente da Embratur, para ser embaixador do turismo brasileiro, “honraria” que foi concedida a outras personalidades, como o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, que tempos depois foi preso no Paraguai. O lutador é dono de academias de jiu-jitsu nos Estados Unidos.

Menos de um mês depois de ter se tornado embaixador, Renzo se envolveu em um incidente diplomático com a França. Em um vídeo, o lutador chamou o presidente do país, Emmanuel Macron, de “palhaço” e disse que ele tinha um ” pescoço de franga”. O lutador também chamou a esposa do governante, Brigitte, de “dragão”. Na época, Macron e Bolsonaro se desentenderam por conta das queimadas na Amazônia.

Antes, o lutador havia ironizado a postura da França na Segunda Guerra Mundial, quando o país foi ocupado pela Alemanha, e citou um dos comandantes do governo nazista. Em sua conta no Twitter, Gracie publicou a frase “minha honra é minha lealdade” e o nome de seu autor, Heinrich Hinmler. Esse foi o lema das tropas de Hitler e chegou a estampar os cintos dos uniformes da SS, a milícia do governo nazista

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O cônsul francês, o diplomata Brieuc Pont, reagiu aos ataques e insinuou que Renzo estava alcoolizado na gravação. “Cachaça deve ser consumida com moderação, e nó de gravata ajustado. Sem falar dos modos na mesa”, comentou no Twitter. Já um ex-segurança de Macron, Alexandre Benalla, chamou o lutador para briga. “Renzo Gracie parece ter uma boca muito grande. Se você quiser, eu proponho um (combate) no octógono. Seu discurso não é digno de um grande esportista”, publicou Benalla.

Renzo também chegou a ser preso após uma briga em frente a uma boate em Nova York em maio de 2014. O lutador e outras cinco pessoas agrediram seguranças do estabelecimento. Um deles afirmou que teve um braço quebrado ao ser derrubado pelo lutador. Renzo se declarou culpado e foi condenado a uma pena branda, de 10 a 15 dias de prestação de serviços comunitários.

Gracie já chegou também a ameaçar bater em opositores de Bolsonaro. Em 2020, ele estava entre os lutadores que se organizavam para agredir manifestantes a favor da democracia que estavam protagonizando protestos de rua pelo país.

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