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Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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PT ignora críticas e prepara atos pró-Palestina em cidades da Europa e EUA

Núcleos do partido no exterior farão manifestações no dia 18 de maio em locais como Boston, Londres, Lisboa e Madri

Por Da Redação Atualizado em 14 Maio 2024, 13h15 - Publicado em 14 Maio 2024, 13h13

Criticado no país pela ampla defesa que faz do lado palestino no conflito entre o Hamas e Israel, inclusive organizando ou apoiando protestos pelo Brasil, o PT decidiu dobrar a aposta: agora está organizando manifestações também em outros países em apoio à Palestina e em defesa do cessar-fogo em Gaza.

A mobilização é coordenada pelos núcleos do PT no exterior, com participação do PCdoB, entidades e movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) e o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz). 

Com o slogan “Paz, em defesa do povo palestino, contra o genocídio em Gaza e por cessar-fogo já!”, os atos estão marcados para o dia 18 de maio em Barcelona, Bologna, Boston, Buenos Aires, Lisboa, Londres, Madri, Porto, Roma, Verona e Viena, todos cidades onde o PT tem núcleos organizados de militantes e simpatizantes.

“Precisamos parar esse crime contra a humanidade que está sendo cometido em Gaza. É fundamental seguirmos mobilizando e lutando pelo cessar-fogo imediato, seguido de negociações de paz que permitam, enfim, uma solução de coexistência pacífica, ao fim de tantas décadas de conflito e de injustiça”, afirma Pedro Prola, coordenador do Núcleo do PT em Lisboa, em Portugal. 

Polêmica

O posicionamento firme do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT em relação ao conflito entre Israel e Hamas já causou desgaste ao Planalto. Em fevereiro, o petista se referiu ao governo israelense como “genocida” e comparou a situação de Gaza ao Holocausto. “O que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu. Quando Hitler resolveu matar os judeus”, declarou. A declaração foi alvo de críticas por parte de entidades e deu a Lula o título de “persona non grata” em Israel.

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Na última segunda-feira, 6, o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota condenando o ataque de Israel à cidade de Rafah, na Faixa de Gaza. “O governo israelense, mostra, novamente, descaso pela observância aos princípios básicos dos direitos humanos e do direito humanitário, a despeito dos apelos da comunidade internacional, inclusive de seus aliados mais próximos”, declarou. 

O posicionamento pró-Palestina do governo brasileiro tem sido usado pelos adversários, em especial lideranças evangélicas e a militância bolsonarista, para se posicionarem ao lado de Israel e desgastar Lula e a esquerda e  — pesquisas mostram que o tema, de fato, tem potencial para causar danos à imagem do governo.

Um dos pontos mais controversos da postura petista e de boa parte do governo é o uso do termo “genocídio” para definir a ofensiva militar de Israel em Gaza — o material de divulgação dos atos no exterior usa essa novamente a expressão.

 

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