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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse e Diogo Magri. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Protesto de caminhoneiros confunde e silencia bolsonaristas nas redes

Após recuo de Bolsonaro, a maioria dos aliados do governo se calou sobre o assunto; já os que se manifestaram deram opiniões conflitantes

Por Camila Nascimento 9 set 2021, 12h13

A manifestação dos caminhoneiros, que bloqueiam estradas em várias partes do país, e o pedido do presidente Jair Bolsonaro, por meio de áudio, para que eles liberassem as rodovias deixaram confusos os principais ativistas do bolsonarismo nas redes sociais. Os poucos aliados do governo que não ficaram em silêncio deram opiniões conflitantes sobre o assunto.

Os caminhoneiros deflagraram o movimento na esteira dos atos antidemocráticos protagonizados pelo próprio presidente no dia 7 de setembro, exigindo medidas contra os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Mas, em um áudio enviado a grupos de caminhoneiros no WhatsApp, Bolsonaro pediu que os bloqueios, que chegaram a afetar quinze estados, fossem liberados. “Isso provoca desabastecimento, inflação e prejudica todo mundo, em especial os mais pobres”, afirmou. “Deixa com a gente em Brasília aqui e agora”, continuou o presidente.

As deputadas Carla Zambelli (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF), duas das maiores ativistas bolsonaristas no Twitter, não fizeram qualquer comentário sobre a paralisação. Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro, filhos do presidente, também não se pronunciaram até o final da manhã desta quinta-feira, 9.

Já a deputada federal Alê Silva (PSL-MG) apoiou Bolsonaro, mas fez um aceno ao movimento. Disse reconhecer a “bravura dos nossos irmãos caminhoneiros” e saber da “força que eles têm e podem mudar os rumos da história de um país”, mas pediu para que eles acabem com a paralisação. “A nossa economia já está por demais fragilizada e não podemos contribuir para uma piora. A nossa oposição quer mais que as coisas piorem”, disse.

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Já o deputado estadual Douglas Garcia (PTB-SP) mostrou apoio aos caminhoneiros mesmo depois do pedido do presidente. “Saudações aos nossos bravos caminhoneiros que sempre estiveram na linha de frente lutando pela nossa liberdade. O povo está com vocês”, publicou em sua conta no Twitter.

Allan dos Santos, do site bolsonarista Terça Livre, começou transmitindo e apoiando as manifestações e terminou divulgando vídeo do ministro Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) ratificando o pedido de Bolsonaro e conclamando os caminhoneiros a liberarem as rodovias.

O influenciador bolsonatista Bernardo P. Kuster também começou apoiando os manifestantes. “Caminhoneiros estão parando o Brasil em várias cidades. Relatos, vídeos e fotos não param de chegar aqui. A promessa deles está sendo cumprida. O dia da independência será longo! Viva o Brasil !!!!”, escreveu na noite de quarta-feira. Depois, divulgou o vídeo do ministro. “Presidente pede que caminhoneiros não obstruam as estradas”, escreveu

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