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Por que a maior fabricante de mísseis do Brasil entrou em crise

85% das receitas da Avibras vem das exportações; companhia de material bélico pesado demitiu 420 funcionários

Por Leonardo Lellis Atualizado em 23 mar 2022, 09h14 - Publicado em 23 mar 2022, 07h00

Depois de apresentar o terceiro pedido de recuperação judicial de sua história, a Avibras demitiu 420 funcionários de sua fábrica em Jacareí (SP), no Vale do Paraíba, na sexta-feira, 18. A empresa é a principal fabricante de material bélico pesado no Brasil, entre eles mísseis, lançadores de foguetes e veículos blindados. 

As exportações respondem por 85% das receitas da companhia, que tem entre os principais clientes países do Oriente Médio, Ásia e América Latina. Um dos principais produtos de seu portfólio é o lançador de foguetes e mísseis Astros-2020.

No pedido de recuperação judicial apresentado à Justiça, os advogados da empresa argumentam que a pandemia de Covid-19 e a queda de vendas globais de materiais bélicos foram os principais culpados pela crise.  

Eles explicam que, como a maioria das reuniões de negócios precisa ser presencial em razão do alto sigilo envolvido, a empresa ficou praticamente um ano e meio sem contato com seus clientes.

A receita líquida da companhia sofreu uma queda de 848,1 milhões de reais em 2020 para 223,2 milhões de reais em 2021. No ano passado, sofreu prejuízo de 134 milhões de reais. O passivo sujeito aos efeitos da ação é estimado em 394,7 milhões de reais.

Recuperação

A Avibras afirma já ter identificado que seus clientes aumentaram as operações e reiniciaram projetos interrompidos nos últimos dois anos e que acredita que essas propostas se convertam em contratos de forma mais acentuada em 2023. Entretanto, alega que mesmo esse aquecimento do mercado bélico não será suficiente para enfrentar os prejuízos no curto prazo. 

“Com o aumento e disseminação de tensões fronteiriças em vários países e, com a polarização de atritos entre potências globais como EUA, Rússia e China, países menores tendem a buscar alternativas de equipamentos de defesa em países neutros, como o Brasil, o que pode gerar oportunidades para a Avibras”, projeta a companhia.

 

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