Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

PF quer ouvir novamente aliado de Bolsonaro sobre dinheiro da JBS

Senador Ciro Nogueira, presidente do PP, é investigado no STF por supostamente vender apoio do partido à candidatura de Dilma Rousseff em 2014

Por João Pedroso de Campos Atualizado em 18 Maio 2021, 14h37 - Publicado em 18 Maio 2021, 14h28

A Polícia Federal quer ouvir novamente o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP e um dos principais aliados do presidente Jair Bolsonaro, no âmbito de um inquérito que investiga se ele e o partido receberam dinheiro da JBS em troca de apoio à candidatura da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na eleição de 2014. A apuração também recai sobre o suposto recebimento de dinheiro do frigorífico pelo senador para adiar uma reunião em que o PP definiria o desembarque do governo Dilma, às vésperas do impeachment, em 2016. Nogueira integra a tropa de choque bolsonarista na CPI da Pandemia, no Senado.

Ao pedir à ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), mais 30 dias de prazo para a conclusão do inquérito, o delegado federal Rodrigo Borges Correia afirma que será necessária uma nova oitiva de Ciro Nogueira diante de novos depoimentos prestados pelos delatores Joesley Batista, ex-presidente do frigorífico, e Ricardo Saud, ex-diretor de relações institucionais da empresa.

Conforme o relatório parcial apresentado pelo delegado à ministra, os depoimentos de Joesley e Saud “restaram corroborados por provas autônomas”. Entre os elementos está um procedimento administrativo fiscal da Receita Federal que apontou o recebimento de 5 milhões de reais em espécie por Ciro Nogueira, a pedido da JBS, por intermédio de um supermercado de Teresina. O dono do supermercado admitiu à PF ter feito repasses ao senador por meio do irmão dele, Gustavo Nogueira, no segundo semestre de 2014, a mando de Joesley.

“Diante das novas informações prestadas pelos colaboradores, entendo que se torna necessária uma nova oitiva do Senador Ciro Nogueira, para que ele possa ter o direito de se defender, antes da apresentação do Relatório Final desta investigação”, afirma o delegado ao STF. Segundo Correia, a PF ainda precisa analisar parte do material apreendido durante mandados de busca e apreensão no inquérito.

A investigação em curso no Supremo também apura 40 milhões de reais em doações eleitorais da JBS ao PP em 2014, declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral, e se Ciro Nogueira recebeu 500.000 reais, de 8 milhões de reais prometidos por Joesley, para adiar a reunião que bateria o martelo sobre a saída do PP do governo Dilma, em março de 2016.

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende o senador, afirma em nota que o parlamentar nega irregularidades e “estranha” ainda haver apurações em curso mais de dois anos após a Operação Compensação, que mirou Nogueira. O inquérito foi aberto no STF em setembro de 2018.

“O Senador Ciro Nogueira mais uma vez nega, peremptoriamente, qualquer irregularidade. Ressalta que já foi ouvido sobre os fatos e que estranha que uma Operação de 2019 ainda tenha fatos pendentes de investigação. A defesa técnica sempre respeitou o trabalho dos investigadores, mas é importante frisar que o tempo indeterminado gera graves prejuízos para a imagem do ‘eterno investigado’, especialmente o homem público. O Supremo Tribunal, felizmente, tem se posicionado firmemente contra os excessos nas delações e contra a criminalização da política”, afirma Kakay.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)