Assine VEJA por R$2,00/semana
Imagem Blog

Maquiavel Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO

Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Continua após publicidade

Paciência de governadores com Paulo Guedes está quase no fim

Falta de interlocução com secretários estaduais da Fazenda e medidas consideradas inócuas para conter a crise econômica acentuaram a decepção com o ministro

Por Edoardo Ghirotto
19 mar 2020, 12h23

Não foram só os disparates do presidente Jair Bolsonaro que levaram a um inédito alinhamento de governadores de diferentes partidos políticos. A atuação do ministro da Economia, Paulo Guedes, também tem sido contestada pelos chefes dos Executivos estaduais em conversas privadas. Eles se dizem decepcionados com o desempenho da equipe econômica em meio à crise do coronavírus e com a sua total ausência de interlocução com os secretários estaduais da Fazenda.

“Decepção é a palavra certa para se usar. Esse é o sentimento de todos os governadores. Com o Bolsonaro não havia grandes expectativas, mas a paciência com o Guedes está quase no fim. Se você espremer o Ministério da Economia, o que sai de lá? Nada, é zero”, afirmou a VEJA, sob a condição de anonimato, um dos principais governadores do país e que até pouco tempo atrás defendia a política econômica do governo.

Os governadores já se queixavam da falta de empenho do Executivo Federal para levar adiante as reformas econômicas quando havia estabilidade para isso. Agora, com a pandemia ameaçando o mundo de uma recessão, eles avaliam que as respostas oferecidas por Guedes não serão capazes de minimizar os impactos econômicos que o coronavírus trará para os estados. Os secretários da Fazenda estão perplexos por terem de trabalhar sem ter nenhuma linha de comunicação aberta com a equipe de Guedes.

Numa tentativa de serem ouvidos, os 27 secretários da Fazenda encaminharam ao Ministério da Economia uma lista de pedidos emergenciais, como a suspensão do pagamento das dívidas dos estados por 12 meses e a liberação de recursos para as secretarias de Saúde. O envio da carta ocorreu na terça, 17, horas após o ministro anunciar um pacote de medidas contra o coronavírus. Os governadores avaliam que a injeção de 147,3 bilhões de reais na economia não será suficiente para os estados sobreviverem à crise.

Ao jornal O Globo, nesta quinta, 19, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), vocalizou a insatisfação dos seus colegas. “Nós não estamos falando de uma crise de 30 dias. Estamos falando de uma crise de seis meses. Os Estados Unidos estão colocando 1 trilhão de dólares na economia. Quanto o governo federal vai colocar?”, afirmou.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.