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Os salários de caciques políticos pagos pelo Fundo Partidário em 2021

Campeão de remuneração entre os dirigentes é o presidente do PV, José Luiz Penna, com 319,4 mil reais recebidos até novembro; lista também tem Lula e Ciro

Por Bruno Ribeiro Atualizado em 13 jan 2022, 14h15 - Publicado em 13 jan 2022, 14h07

Apenas os diretórios nacionais dos partidos políticos brasileiros — sem contar as seções estaduais — relataram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) gastos de mais de 280 milhões de reais para sustentar as suas operações em 2021. Quase a totalidade desses recursos é de dinheiro público, que as legendas recebem por meio do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, conhecido como Fundo Partidário.

Parte desse dinheiro é transferido diretamente para os dirigentes das legendas, que recebem salário para exercer cargos como presidente, tesoureiro, diretor ou mesmo pré-candidato, como é o caso dos presidenciáveis Ciro Gomes (PDT) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao longo do ano, o gasto com pessoal dos partidos somou cerca de 55,5 milhões de reais, segundo dados do TSE atualizados até o fim de novembro.

Os chefes dos partidos estão entre os salários mais altos. José Luiz Penna, presidente do PV, foi o político que mais recebeu recursos dessa forma: 319,4 mil reais em 2021. O tesoureiro do Solidariedade, Luciano Araújo, é o vice-campeão, com 292,7 mil reais recebidos no período. A medalha de bronze é do presidente do PSB, Carlos Siqueira, com 283,5 mil reais no ano.

Lula, presidente de honra do PT, é o 14º maior salário entre os dirigentes partidários: 201,2 mil reais. Ciro Gomes, por sua vez, recebeu 191,8 mi reais do PDT (Carlos Lupi, o presidente de seu partido, recebeu 186 mil). Os demais pré-candidatos não tiveram gastos declarados. O ex-juiz Sergio Moro já anunciou que terá salário de 22 mil reais do Podemos, mas não há ainda nenhum lançamento em 2021 — ele se filiou em novembro

Os dirigentes dos partidos que têm cargos públicos não recebem recursos partidários, como os presidentes do PT, Gleisi Hoffmann, e do PSL Luciano Bivar, as maiores legendas do Congresso, que são deputados federais.

Os gastos totais do Fundo Partidário em 2021 foram de 939 milhões de reais, ainda de acordo com o TSE. Para este ano, as siglas terão 1,1 bilhão de reais — sem contar os 4,9 bilhões de reais previstos no orçamento para o Fundo Especial e Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral.

 

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