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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Os três pontos em que o novo Datafolha favorece Bolsonaro

Pesquisa mostrou que eleitorado do presidente continua cristalizado e que terceira via dificilmente vai decolar

Por Da Redação Atualizado em 24 jun 2022, 12h55 - Publicado em 23 jun 2022, 19h02

A pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quinta-feira, 23, trouxe algumas boas notícias para o presidente Jair Bolsonaro (PL) em sua missão de tentar se reeleger ao Palácio do Planalto. Bolsonaro continua atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 53% a 32% para o petista nos votos válidos, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos –, mas poderia estar numa situação ainda pior por causa das últimas crises do governo.

A primeira boa notícia é um freio na euforia de quem espera uma vitória ampla e confortável de Lula no primeiro turno. A intenção de voto do petista caiu um ponto tanto nos votos válidos (de 54% para 53%) como nos totais (de 48% para 47%). “Isso mostra que Lula parece estar no seu teto. A possibilidade de vitória no primeiro turno existe, mas não se ampliou”, afirma Leandro Consentino, cientista político e professor do Insper.

Em segundo lugar, está o fato de Bolsonaro ter diminuído sua desvantagem para o petista em comparação com o Datafolha de maio (caiu de 21 para 19 pontos nos totais, e de 24 para 21 pontos entre os válidos), num contexto de alta dos preços de combustíveis e da prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. “Significa que o eleitorado bolsonarista é resiliente, o que é uma ótima notícia para ele”, comenta Consentino.

Por fim, a falta de empolgação com a terceira via também é positiva para o atual presidente. Entre o levantamento anterior e o atual, Simone Tebet (MDB) foi apresentada como o nome da terceira via, com a chancela do PSDB, e teve seu momento de exposição em meio a crises do governo Bolsonaro. Mesmo assim, oscilou de 2% para 1% na intenção de voto. Ciro Gomes (PDT) foi de 7% para 8% em um mês.

“Isso é péssimo para a terceira via e ótimo para Bolsonaro”, opina o cientista político. Acrescente-se o fato de os votos espontâneos terem aumentado para Bolsonaro: foram de 22% para 25%. “Também mostra que já temos um índice bem alto de decisão do eleitorado entre os dois candidatos favoritos, então dificilmente esse cenário vai mudar. A polarização está cada vez mais confirmada”, conclui Consentino.

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