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Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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Os bastidores da difícil decisão de Nunes de ir a ato de Bolsonaro

Candidato à reeleição com o apoio do ex-presidente, prefeito foi bastante pressionado por apoiadores dele nos últimos dias para confirmar presença

Por Adriana Ferraz Atualizado em 16 fev 2024, 18h43 - Publicado em 16 fev 2024, 16h24

Quatro dias depois de o ex-presidente Jair Bolsonaro convocar aliados para um ato político na Avenida Paulista, no próximo dia 25, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, declarou que deve comparecer. “A tendência é que eu vá”, disse, após ser questionado por jornalistas. Do ponto de vista político, a decisão foi corajosa, pois contrariou conselhos da cúpula do MDB, seu partido, e de sua futura equipe de campanha. O emedebista é candidato à reeleição em outubro e tem como principal adversário o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), que tem usado as investigações contra o ex-presidente como arma na disputa.

Segundo apuração da reportagem de VEJA , até mesmo Bolsonaro já havia liberado Nunes de comparecer ao evento, de forma a não prejudicar a campanha dele à reeleição em São Paulo, na qual uma das principais estratégias do principal adversário do prefeito, o psolista Guilherme Boulos, com o apoio do presidente, é a de nacionalizar o debate, transformando-o num novo plebiscito entre Lula e Bolsonaro. A eleição paulistana é prioridade tanto para os bolsonaristas, que deverão apoiar o prefeito, como para o presidente, que autorizou o PT a não lançar candidato para compor a chapa de Boulos, que lidera as pesquisas de intenção de voto até aqui. A ex-prefeita Marta Suplicy retornou ao partido nove anos após se desfiliar, para ser a indicada a vice.

‘Gratidão’

Durante evento na Zona Sul de São Paulo, Nunes disse que, se nada em sua agenda mudar até o dia 25, ele estará presente no ato e ainda pegará carona com o governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), espécie de fiador do apoio bolsonarista a seu nome nas urnas. “Eu devo comparecer. Tenho uma gratidão muito grande ao ex-presidente”, destacou Nunes, em referência ao acordo celebrado, em 2021, entre a capital e o governo federal no qual o Campo de Marte foi entregue à União em troca da extinção da dívida municipal. Até então, o pagamento era de 280 milhões de reais por mês.

O prefeito ainda elogiou o ex-presidente por escolher um local público para se defender, em ato pacífico e de acordo com a democracia, citando um verso de Castro Alves: “A praça é do povo como o céu é do condor”, incluído no poema O Povo ao Poder.  Em seguida, concluiu: “Bolsonaro deve me apoiar, portanto, evidentemente eu preciso ser solidário e parceiro”.

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