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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Organização de ato alugou terreno em Brasília e montaria cozinha no Rotary

Investigação aponta que movimento era bem estruturado e contava com núcleo de financiadores

Por Reynaldo Turollo Jr. Atualizado em 20 ago 2021, 18h51 - Publicado em 20 ago 2021, 14h13

Os organizadores do movimento previsto para 7 de Setembro, que prega invasão do Congresso e saída dos ministros do Supremo Tribunal Federal, já tinham duas bases de apoio em Brasília, segundo as apurações conduzidas pela PGR (Procuradoria-Geral da República) junto ao STF. Uma delas era o terreno de uma empresa, o Parque Leão, e outra seria o Rotary Club.

O plano de utilizar essas duas áreas está num vídeo em que Bruno Henrique Semczeszm, do portal Brasil Livre, descreve como seria a manifestação na capital federal. “No dia 7 de setembro todos nós estaremos acampados em Brasília. A concentração inicial será no Parque Leão. A partir de lá vamos descer em direção à Esplanada dos Ministérios para, então, montarmos nosso grande acampamento. Os caminhões e motorhomes ficarão estacionados no Eixo Monumental. Já temos também o local definido para nosso acampamento, assim como o local para a nossa grande cozinha comunitária, que será lá no Rotary Club de Brasília, a aproximadamente dois quilômetros e meio da Esplanada”, explica Semczeszm no vídeo divulgado na terça, 17. Semczeszm é um dos alvos de busca e apreensão determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

No mesmo vídeo, o caminhoneiro Zé Trovão – também investigado – pede aos interessados em participar da manifestação que se cadastrem no site para que a organização pudesse garantir a eles três refeições por dia: “café da manhã, almoço e janta”, diz.

A empresa Marques e Leão Ltda., dona do Parque Leão, que seria usado na concentração do ato, está em nome de Stefania Marques Leão Fernandes e é uma firma de transporte, segundo o registro na Receita Federal. Procurada, a empresária afirmou que alugou a área, que é uma das maiores disponíveis em Brasília, para o movimento. Ela não deu detalhes da transação, e disse que não tem ligações pessoais com o bolsonarismo, apesar de já ter sido filiada ao PSL, segundo dados da Justiça Eleitoral. Já o Rotary Club de Brasília, a despeito do que foi divulgado pelos organizadores do ato, afirmou que não cedeu nem alugou seu espaço, pois é uma organização apartidária. Para investigadores, o movimento era bem estruturado e contava com um núcleo de financiadores.

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