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Oficializado candidato, Bolsonaro ataca STF e chama para 7 de Setembro

Discurso do presidente em convenção também incluiu economia, realizações do seu governo e xingamento a Lula

Por Adriana Cruz
Atualizado em 25 jul 2022, 06h31 - Publicado em 24 jul 2022, 14h14

Ao ser oficializado candidato à reeleição pela convenção do PL, neste domingo, 24, no Rio de Janeiro, o presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e chamou seus apoiadores a irem às ruas em 7 de Setembro, dia da Independência, em manifestações em defesa de seu governo e da “liberdade”. O discurso do presidente foi feito após o PL aprovar a chapa que terá Bolsonaro como presidenciável e o general da reserva e ex-ministro Walter Braga Netto como vice. A decisão foi tomada por aclamação, com 804 votos.

Na convenção no Maracanãzinho, Zona Norte do Rio, Bolsonaro não repetiu os ataques frontais que vem fazendo sistematicamente, sem provas, ao sistema eleitoral, mas disse que vai exigir “transparência” na eleição e citou a palavra “fraude”. Em sua fala, no entanto, o presidente exaltou o Exército e convocou seu eleitorado a ir para às ruas no próximo dia 7 de Setembro. Ao fazê-lo, Bolsonaro criticou o STF e se referiu a ministros da Corte como “surdos de capa preta”.

“Nós somos a maioria, nós somos do bem, nós temos disposição para lutar pela nossa liberdade, pela nossa pátria. Convoco todos vocês agora para que todo mundo, no 7 de Setembro, vá às ruas pela última vez… Estes poucos surdos de capa preta têm que entender o que é a voz do povo. Têm que entender que quem faz as leis é o poder Executivo e o poder Legislativo. Todos têm que jogar dentro das quatro linhas da Constituição”, afirmou.

Os ataques do presidente ao STF geraram reação imediata de seus correligionários: “Supremo é o povo”, gritaram os bolsonaristas, que não chegaram a lotar completamente as arquibancadas do ginásio, que comporta 13.000 pessoas. Segundo os organizadores, 12.000 pessoas participaram do evento.

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Jair Bolsonaro também defendeu a parceria entre Executivo com o Legislativo e fez elogios ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), classificado pelo presidente como um “enorme aliado”.

Com discurso entremeado por menções a Deus, Bolsonaro ainda repisou a retórica anticomunista que muito agrada a seus eleitores e, ao citar Lula, seu principal adversário e líder nas pesquisas de intenção de voto à Presidência, chamou-o de “bandido” e “cachaceiro”. Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, divulgada em 23 de junho, o petista tem 47% das preferência e o presidente, 28%.

Ao contrário do que costuma fazer, Jair Bolsonaro aproveitou a convenção do PL para mostrar que ouviu parte dos conselhos dos aliados políticos que orbitam entre ele e gastou mais tempo do discurso com assuntos econômicos. Em aceno aos eleitores sobretudo do Nordeste, entre os quais tem ampla rejeição, Bolsonaro prometeu manter o Auxílio Emergencial em 600 reais e ressaltou obras tocadas por seu governo, como a transposição do rio São Francisco. Antes dele, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, mirou seu discurso em outro público que rejeita o capitão, as mulheres.

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